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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dias Diferentes



As folhas caem, o verde esmaece,
Poeirenta nuvem escura e espessa,
A mostrar o solo desnudo e inerte,
Como se alma triste fora.

Flores despetalam ásperas,
Dádivas de esplendor e de beleza,
Entristecidas pelo dia sem realeza,
Jamais reflorescerão aveludadas.

E a natureza seu encanto altera,Na energia que emite e se compraz,O canto hoje será triste e incapazDe envolver os mistérios habituais

O céu esbranquiçado reflete tênue luz,Tão pálida no sol indiferente e frio
,
Que quase não se enxerga o azul,Do arco-íris vibrante de alegria.

E o crepúsculo também aparece,Suavemente depositando a nostalgia,No escuro lascivo que provoca todo dia
,
Sensação estranha e embriagadora.

E de longe muito longe a miragem,Que nos meus dias diferentes
,
Enternecedora e docemente se projeta,Vem chegando  já naturalmente.

Entendo a fortaleza de nosso planeta
,
Não tão iguais em dias que se sucedem
,
E posso escutar do seu mistério o balbucio,Que já ouço como uma calmante melodia.

Viajante

Viajante cheio de vigor e coragem,
Siga e não olhes para trás,
Tudo na vida exige desprendimento,
E tu hás de vencer obstáculos
E ultrapassar inseguranças

No dia que tiveres arrependimento,
E em que a saudade insistente,
Teimosa martirizar seu coração doído,
Verás que o impulso,
Nem sempre compensa.

Viajante destemido,
Que diante de nada se enverga,
Lembrarás com certeza,
 dessa figura que com singularidade,
Te guiou,

Viajante que de cabeça erguida,
partiu rumo a paisagens distantes,
Esperando encontrar arrimo
E sedução em outros mares remotos,
Não desanime,
O que esperas encontrar?

Quando outras mãos suaves
Cruzarem a tua vida e por momentos
Lembrares do prazer saciado
não voltes,viajante,siga o teu caminho.     

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Minha irmã Cristina Arraes

Sinto amor na recordação
daquele ano que me comoveu,
enquanto ainda criança imaginava
vê-la, tê-la nos braços e sorrir.

Uma criança ia nascer brevemente
e enquanto eu fixava esperançosa,
a barriga de minha mãe durante meses,
sonhava com uma menina como eu.

Vivia cercada de meninos e queria
poder estar ao lado de alguém,
que entendesse o meu choro ou lágrimas,
mesmo que muitos anos nos separassem.

Quando anunciara que era uma menina,
meu coração vibrava tanto  e tanto
que me fazia trêmula enquanto imaginava
e pedia  que me levassem ao hospital.

Era você, minha mana e eu não acreditava,
Queria carregar, beijar, e poder embalá-la
mas meus bracinhos ainda eram frágeis
e todos me recomendavam cuidado.

Quanto de alegria eu curti naquele momento,
vi que a vida era mais bela do que sonhei,
Agradeci a Deus esse milagre e novamente
tudo parecia colorido, intenso e feliz!

Era você, minha mana que crescia rápido,
enquanto eu me tornava uma adolescente,
e de mãos dadas olhávamos o horizonte,
e de mãos dadas continuamos a sorrir e a chorar.
Vânia Moreira Diniz

Quando...

Quando o meu céu clarear,

Quando as nuvens se condensarem,

Quando a luz aparecer brilhante,

E as estrelas voltarem a cintilar,



Quando entender minha linguagem,

A falar de amor com naturalidade,

E procurar em meu coração a liberdade,

Quando puder olhar para o horizonte,



Quando fechar os olhos suavemente,

E mesmo assim enxergar as imagens,

Que fazem parte da minha história,

Quando sonhar com arco-íris  novamente,



Quando entender a ternura de teu olhar,

E segurar tuas mãos retendo o calor,

Verificando que o desejo está próximo

E a razão parcialmente encoberta,



Quando puder sentir em meus olhos

O colorido da natureza absorvente,

E a energia dominar meu inconsciente,

Quando comentar a beleza do planeta,



Quando os elementos naturais me dominarem,

E puder novamente alcançar minha alma,

Tê-la entre as mãos e compreendê-la,

Sem a estranheza de nenhum momento,



Então  estarei vivendo copiosamente,

Saboreando o fruto especial e deleitoso,

Usufruindo da vida todos os elementos

E  redistribuindo as dádivas que me doaram.


Outubro, mês da Magia

 

Outubro chegou há quatro dias quase junto com a primavera e é esse o grande segredo desse mês maravilhoso e que eu amo tanto.

As árvores se tornam mais frondosas, as flores mais lindas em suas tonalidades especiais e a natureza parece que quando a olhamos tira a respiração, tão linda e feiticeira em sua extraordinária magnitude.

Outubro para mim é acima de tudo um estado de espírito e normalmente mergulho em sensações as mais deliciosas e procuro viver intensamente, com as recordações ou o momento presente, curtindo cada acontecimento da vida.

E quando sinto que falam em utopia, sorrio feliz, lamentando que não possam entender esse momento tão extraordinário da minha vida. Prossigo certa que preciso aproveitar como se em qualquer lugar do planeta fosse o paraíso de proporções inatingíveis e ao mesmo tempo tão plausíveis e reais que admiro, cada momento dessa fase de minha vida.

Outubro é o mês das crianças e as sinto tão esfuziantes como se repentinamente pudessem correr livremente pelas ruas de qualquer cidade, libertas, vivendo cada minuto de sua infância e certas que estão protegidas do mal.

Eu nasci em outubro e sinto como se tivesse recebido um presente eterno, que não posso agradecer suficientemente tal a grandeza que sinto nesse mês privilegiado.Talvez por isso parece que tudo que me acontece de bom converge para essa data e realmente quase todos os momentos felizes acabaram se concretizando nele.

Não que os outros meses não tenham importância, todos eles fazem parte do contexto de nossas existências e desse caminhar fantástico que é viver... Mas para mim particularmente Outubro tem a magia dos grandes encantos, dos sonhos realizáveis, dos objetivos duradouros e dessa doçura que faz sonhar com mais intensidade e me convencer da certeza das fantasias coloridas não importando o valor cronológico, todos os anos me encontro nesse estado de espírito.

Nesse mês de outubro de 2009 além de marcar o tempo no dia 21 que é o dia em que vim ao mundo, aspirando o oxigênio salvador, há muitos outros eventos em curso que me deixam sensibilizada na magia de comemorações importantes para minha vida.

Um dia com poucos anos de nascida, já senti o valor intrínseco do amor e da amizade e não por normas definidas, mas porque tantos os acontecimentos tristes como alegres vieram me dizer a importância de cada momento que vivi.E por ser a vida finita essa intensidade é maior e um minuto pode valer uma eternidade.

Hoje quando abri os olhos e ouvi o canto dos pássaros em plena capital, pude me recordar de tantos episódios enquanto apreciava o céu muito azul e o horizonte vasto e lindo que agradeci ao Senhor do Universo a mágica vivência que tem sido minha estrada e fechei os olhos sentindo o mês de outubro que não só me deu a oportunidade de nascer mas me ofertou o presente da primavera e sua beleza e encanto fascinante enquanto comemoro algumas datas gratas ao meu coração e agradeço as pessoas que encontrei nesse paraíso de diversidades infindas e especiais.

Vânia Moreira Diniz

Primavera de Vânia Moreira Diniz

Primavera, estação propícia à beleza,


flores por toda a parte, o azul do céu,

o sol a brilhar em sua extrema realeza

as árvores imponentes, os pássaros ao léu.



Não há época mais bonita que setembro,

os colégios comemorando a florida estação

em disputas saudáveis que me lembro

e o sorriso em cada rosto cheio de atração.

 

Primavera, os namorados de mãos dadas,

os beijos apaixonados, os olhares divertidos,

as crianças pulando nas praças, animadas.



Primavera que revolve lembranças antigas,

as mulheres cheirosas, os vestidos coloridos,

e o amor universal ecoando em cantigas.

Vânia Moreira Diniz

Enigma de Vânia Moreira Diniz


             
Procuro decifrar esse enigma,

Sem entender a sua estrutura,

E me vejo ainda desconsolada,

Com essa fatal e indócil certeza.

Olho o céu, o mar e a terra,

Na infinidade de tanta beleza,

Pergunto porque finaliza a vida,

Se tudo se funde e equilibra.

Admiro as árvores tão robustas,

De folhas vigorosas encobertas,

O viço perene  a  protegê-las,

E cismo quem o segredo advinha.

Sinto no peito essa ânsia imensa,

Que se estende cada vez mais plena,

E indago à sábia e imutável natureza,

O mistério de sua eterna energia.

Mas desse recanto vou embora um dia,

Deixando para trás cada lembrança,

Esquecendo talvez momentos de ternura,

E a razão de tanta suavidade perdida.


Não quero pensar no destino agora,

Prefiro viver por enquanto cada hora,

Intensamente esse instante saborear,

Olvidando tão profundo enigma.

Apreciar intensamente o mar,

Viver todas  as fases do amar,

Entender cada nuance do teu olhar.

Enquanto o horizonte posso apreciar.



          www.vaniadiniz.pro.br

A Manhã me entendeu por vânia Moreira Diniz



A manhã me entendeu,

Veio escura me despertar,

Trazendo raios ocultos de esperança,

Pedindo-me que eu me levantasse,

Crendo como todos os dias,

Na vida ali fora a se desenrolar,

Dizendo-me dos dias que se sucedem,

Falando-me de seus contrastes,

Ensinando-me a crer nos dias mornos,

Implorando-me meu constante sorriso,

Nos momentos os mais diversos.


A manhã me entendeu,

fria e silenciosa me cercando,

Bafejando-me com seu hálito,

Relatando-me segredos,

Altiva e langorosa, ensinando-me,

O encanto das horas descrentes,

Fazendo-me aprender a suportar,

Dores e alegrias com igualdade,

Sendo a companhia mais perfeita,

Nos mistérios que se nos deparam,

Ao longo da caminhada.


A manhã me entendeu,

Meiga e doce a me esperar,

Sem impaciência ou aflições,

Desejando me restaurar,

Falando-me das horas exuberantes,

Do meu riso sem limites,

Das lágrimas incoerentes,

Dos sonhos tão intensos,

Aspiração e devaneios,

Pensamentos eloqüentes,

Entusiasmos desmedidos.


A manhã me entendeu,

Manta aquecida me estendeu,

Revelando a luz radiosa,

Mostrando-me o horizonte,

que eu tanto amava,

O amor que era profundo,

a paixão que me dominava,

Condensando-os num pacote,

Colorido e fascinante,

E depositando em meu coração,

A manhã me entendeu...
Vânia Moreira Diniz

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Intensidade


          
Vivo momentos de estranha emoção,
E olhando para frente com intensidade,
Vejo toda a esperança na aspiração
De ideais cheios de terna grandiosidade.

Contemplo a vida e não consigo dominar,
A certeza de que ela se prolonga intensa,
E todo dia consigo com certeza admirar,
Cada coisa pequena de qualidade imensa.

Vejo o mistério que mostra eloquente,
A vida que surge, o amor que desperta,
E procuro corresponder veemente,
A deslumbramentos que aprecio alerta.

Sinto que por vezes enxergo miragem,
Que já faz parte do mundo em fantasia,
E segredo a cada grandiosa imagem,
Tudo aquilo que pensei que merecia.

Usufruir momentos de rica intensidade,
Saber o valor de cada precioso instante,
Dar crédito aos gestos de profundidade,
É para o coração um precioso calmante.

Quero valorizar a sensação da intensidade,
Procurar entender seus méritos e vibrar,
Conhecer todos os sentimentos de verdade
E me inclinar para eles sem querer parar.
                     Vânia Moreira Diniz

sábado, 26 de maio de 2012

Voando


Voando pelos céus muito azuis,

Em espaços poéticos e inspiradores,

Asas de poesia pelos caminhos,

a transcrever sentimentos e cores.



O caminho fascinante a se iluminar,

Centelhas de matizes no arco-íris,

Sensações entrecortadas sem parar,

E o “voar” da imaginação conturbada.



Asas a reescrever o nome do universo,

De mil formas, tonalidades  e maneiras,

No ritmo harmonioso e encantador

Das palavras traduzidas céleres

A espalhar pelo caminho ternura.



Revoada de poetas a entender,

A linguagem muda do vôo ilimitado,

Trazendo na imaginação  a palavra

E sentindo a doce carícia das asas.

 Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Horizonte


Acordei com sabor de lágrimas,


Travesseiro úmido e diferente

Lembrei de uma dor estranha,

Que tinha atingido minha alma


Andei por estranhos caminhos,

Estive entre sonos e sonhos,

Falei com figuras desconhecidas,

E deitei em ombros protetores.


A ternura senti nessa passagem,

Inconsciente tão  acelerado,

Pediu-me  silenciosamente  calma ,

Enquanto meu espírito se revigorava.


Nesse caminho encontrei a certeza,

Nas minhas concentrações noturnas,

E pude vaguear lentamente,

Acreditando com fé no meu coração. 


Uma estranha paz me encontrou agora,

E em meus sentimentos fortaleza,

Muito amor a sentir nesse momento,

Enquanto tudo parece só harmonia.


Amor, paixão e ternura se entrelaçam,

Formando uma teia resistente,

Que me protegerá daqui para frente,

Com o horizonte iluminado e esperançoso.

Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Minha Mãe



                                            Minha mãe em várias fases de sua vida
                                                 Clique na imagem para expandi-la
Na penumbra que me faz bem,
Diviso aquele rosto tão amado,
Sei que diariamente ela vem,
E meu coração espera calado.

Nos dias da infância eu relembro,
Seus olhos negros belos e brilhantes,
E ficava ali fascinada, querendo,
O gesto que vinha tão suavemente.

Rainha era na constante altivez,
Seu belo rosto impunha segurança,
E minha alma sofria toda vez,
Que dela me afastava sem esperança.

Vejo sua imagem sempre com saudade,
Os anos passaram e hoje relembro,
Com carinho extremo e muita suavidade,
Os alegres dias festivos de dezembro.

Todas as emoções vividas e rememoradas,
Os risos extravasantes a nos reunir,
As festas alegremente comemoradas,
E os sucessos que estavam por vir. 

Nossos passeios e lanches tão especiais,
Entremeadas pelas conversas vibrantes,
As crianças a pedirem sempre mais,
E a gritaria estridente e nada calmante.

Contemplo hoje minha mãe com amor,
Relembrando sensações de anos passados
E tudo me faz  sentir mágico calor
Nesse dia que traz recordações tão amadas!

                              Vânia Moreira Diniz

domingo, 1 de abril de 2012

Hoje é Domingo

E meu coração transita em harmonia
Ouvindo música, sentindo a esperança,
Lendo com sofreguidão, contemplando...
E escutando silenciosamente os amigos...


Refletindo nos dias que passaram,
Nas horas que se perderam iludidas,
Dos momentos que marcarão o tempo,
De fatos que não esqueceremos.

Das gargalhadas que ecoaram ,
De toda alegria de uma comemoração
Que será  lembrada para sempre,
Em efusões que vibraram na alma.

Deitada sob o sol quente, do planalto,
Nesse domingo claro e vago,
Sinto a vitalidade que emana da natureza
E quedo-me, de olhos fechados a sonhar.

Acredito em tudo nesse domingo,
Em que me deixo levar pelas emoções
Lembrando anos atrás escutando Vinicius
Que meu pai curtia em horas de emoção.

Gostaria que acreditasse num mundo melhor,
Na igualdade de todas as pessoas,
Na inclusão completa do maravilhoso universo,
E na extinção da fome e da miséria...


O domingo que nos acompanha em comemorações,
Lembra-nos o quanto precisamos erradicar o egoísmo,
Moléstia que transita em bactérias mortais,
E cuja vacina está sendo sempre pesquisada..


O domingo que nos obrigamos a descansar,
Passear, amar, sentir, entender os mistérios
que a semana nos trouxe no envolver  da vida,
com emoções, carinho ou até mesmo tristezas
Vânia Moreira Diniz

quinta-feira, 29 de março de 2012

Creio...

Creio na esperança e no amor,
Na plenitude dos sentimentos,
Na realização dos ideais em flor,
Na seiva da terra e nos alimentos.

Creio na generosidade latente,
Nos sonhos plenamente realizados,
Na solidariedade forte e crescente,
Na unidade do universo concretizado.

Creio no infinito e esplêndido mar,
Nas montanhas imensas e majestosas,
Nos casais encontrando no amor o par,
Nas estrelas cintilantes e suntuosas.

Creio na amizade, no carinho e na verdade,
Na paixão exorbitante e tão desesperada,
Nos gestos breves e mansos de suavidade,
Na saudade saciada da amiga esperada.


Creio em Deus magnífico e onipotente,
Na criação variada, perfeita, graciosa,
No céu azul e na natureza tão potente,
Na música arrebatadora perfeita e maviosa.

Creio no nascimento da espécie admirável,
Na ternura de todas as mães imprescindível,
Na morte que virá um dia firme e inadiável,
E na força para a dor e o sofrimento invariável.

Creio na força misteriosa de tantos belos rios,
Que conduzem as águas ligeiras e vacilantes,
Nas chuvas e tempestades em seus desvarios,
E nas matas e florestas em segredos tocantes.

Creio na vida que passa rápida,
Creio em sua urgência que chega veloz,
Creio em cada hora válida,
Do nosso caminho ligeiro e  atroz.

Vânia Moreira Diniz

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vazio...


 Vazio...

Contemplo a minha volta e nada vejo

Não enxergo,

Tudo parece um grande mistério e rezo,

Sem entender os segredos que preservo,

 E conservo,

Dentro do

meu coração tão vazio.



Não encontro ressonância e me distancio,

Não acho a real certeza e me afasto,

Não vejo a luz que direciona e me aparto,

Como se nada conhecesse e me arredo.



Sinto a leveza, tento pegar e não consigo,

Pressinto a bondade e me aproximo,

Não alcanço a sua extensão e choro,

E procuro o ideal que já não creio.


As cores não são do extenso universo,

As dores perduram e triste lamento,

A frieza que se esconde no retiro

De ilusões em que me escondo.



Não quero sentir a saudade do encontro,

Das lembranças ocultas atrás  do muro,

Do sonho sempre e sempre revivido

E do passado que se foi no escuro.



Só a nostalgia perene eu vislumbro,

Sensação de terna loucura e vazio,

Efusões sepultadas no reencontro,

Coração para sempre machucado.



Ando, e me concentro,

Caminho,

O passo é lento,

inseguro

E encontro o vazio.

        Vânia Moreira Diniz

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pietra

Vânia Moreira Diniz para minha primeira bisneta : Emoção


 Pietra nasceu nessa primavera,
Com a claridade harmoniosa do dia,
Trazendo doçuras e ternas alegrias,
... Eu nem sabia se chorava ou ria.

Frágil, linda, pequenina e delicada,
Mais parece uma encantadora boneca,
Aspirando oxigênio com bravura,
Pérolas rolando no limiar da vida.

Sinto o fascínio e amor em minha alma,
Em lágrimas preciso acariciá-la,
Dizer o quanto valeu sonhos e espera,
E inclinada em seu corpinho chorar.

Cláudia, Marina, Pietra, só desejo aspirar,
As reminiscências que me fazem recordar,
Momentos que jamais poderei entender
Quando nas curvas do caminho me envolver.

Minha alma se desfaz em transe calada
No amor em brasa como garra de ternura,
Procurando meu coração a confidenciar,
A ventura que já nem sei extravasar.

Primavera de 2006
Vânia Moreira Diniz

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Carnaval de Outrora


Lembro-me do carnaval outrora no Rio de Janeiro,
Todos brincavam felizes e eu enxergava estarrecida,
Os palhaços e blocos que divertidos se manifestavam,
Na calçada, na praça ou nos bares em demonstração,
De entusiasmo, encanto e singularidade pueris.

Os olhos de criança tudo viam e me quedava tranqüila,
Esperando o momento mágico de sua aproximação,
Lança-perfumes jogavam e sorriam com o grupo imenso,
Sambando e cantando as músicas mais populares.

Afortunado era o momento em que os confetes esparziam,
Deixando as cabeças em colorido impressionante.
Eu gargalhava ditosa, esperando que a farra jamais acabasse.
Beijos, abraços e o rebolar ritmando a música enlouquecida.

Agoniada pedia que me deixassem seguir o cordão alucinado
E dessem as mãos clamando pela parceria infantil e inusitada,
Que frente a eles se quedava em insana expectativa e anseios mil.
“ Você pensa que cachaça é água”!...

Serpentina, confetes, lança-perfumes, cantoria e abre-alas,
Era a única coisa que se pensava no Rio enlouquecida,
E todos pediam que os dias não acabassem e se expandissem
Num carnaval de eternas recordações.

Quando o carnaval se aproxima, não posso esquecer
Do singelo espetáculo de minha infância a cantar em brados,
Pulando em ritmo contagiante, enquanto se esperava,
As escolas de samba, e os desfiles lindos e inebriantes.

Em doenças ninguém falava e a AIDS não existia,
Mas a evolução caminhava sem carecer outrora
De precauções e cuidados especiais.
Hoje esperamos o carnaval que desesperado busca,
Ainda no compasso apaixonante a camisa protetora.

Carnaval almejamos todos e só lamentamos a violência,
Tão incrustada hoje em qualquer manifestação popular.
Pedimos que em sonhos se realize o anseio de todos nós,
Que haja alegria e prazer e a insegurança seja exterminada
Vânia Moreira Diniz
08-02-2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Amor Infinito


Guardo no finito dos meus pensamentos,
O infinito do seu amor, da minha paixão,
Dos sentimentos que afloram já enraizados,
Da certeza do congraçamento imutável.

Conservo no finito da minha memória,
O momento de nossa completa simbiose,
Em que a doçura do amor surgiu brilhante,
E ficou aqui sempre a viver de ti e por ti.

Cultivo no finito  dos meus pensamentos,
Cada palavra de ternura a dizer de nós,
A se cultuar para sempre em doçura,
A revelar a impetuosidade do amor infinito.

Mantenho no  meu coração incendiado,
Pela força de nossa paixão indomável,
O desejo a se desprender de mim,
A espera insuportável, mas vitoriosa.

Nutro-me da essência desse viver,
Da profundidade  do carinho infinito,
De nossos soluços a explodirem veementes,
Implorando o nosso instante ilimitado...

Misturo o finito dessa hora
Ao infinito de nosso desejo a clamar,
Reproduzindo sons na inusitada agonia da alma,
A se misturar com a louca ansiedade do corpo
Vânia Moreira Diniz

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

De mãos dadas com você



A casa onde crescemos juntas na Rua
Barata Ribeiro- Copacabana- Rio de Janeiro


Texto dedicado à minha irma Cristina pelo dia do seu aniversário- 14 de dezembro

Sinto amor na recordação
daquele ano que me comoveu,
 enquanto ainda criança imaginava
vê-la, tê-la nos braços e sorrir.

Uma criança ia nascer brevemente
e enquanto eu fixava esperançosa,
a barriga de minha mãe durante meses,
sonhava com uma menina como eu.

Vivia cercada de meninos e queria
poder estar ao lado de alguém,
que entendesse o meu choro ou lágrimas,
mesmo que muitos anos nos separassem.

Quando anunciara que era uma menina,
meu coração vibrava tanto e tanto
que me fazia trêmula enquanto imaginava
e pedia que me levassem ao hospital.

Era você, minha mana e eu não acreditava,
Queria carregar, beijar, e poder embalá-la
mas meus braçinhos ainda eram frágeis
e todos me recomendavam cuidado.

Quanto de alegria eu curti naquele momento,
vi que a vida era mais bela do que sonhei,
Agradeci a Deus esse milagre e novamente
tudo parecia colorido, intenso e feliz!

Era você, minha mana que crescia rápido,
enquanto eu me tornava uma adolescente,
e de mãos dadas olhávamos o horizonte,
e de mãos dadas continuamos a sorrir e a chorar.

Vânia Moreira Diniz

Feliz aniversário, mana!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ESTRANHOS CAMINHOS


Procurei aquela luz pelos caminhos,
Voando perseverante no espaço,
Sentindo sensações e muito carinho,
Mas jamais visualizando o fracasso.

Entendi a linguagem dos pássaros,
As sensações a me dominarem,
Muita saudade dos que me são caros,
E os sentimentos a transbordarem.

Percorri os limites da imaginação,
Andei de permeio com as emoções,
Compreendi toda a minha atração,
E encontrei-me em inúmeras reações.

Deparei-me com aquela paixão,
Lutei e reneguei tal sentimento,
E em mim repercutia só vibração,
Na intensidade desses momentos.

Quando por fim alcancei as estrelas,
Senti que delas me distanciava,
Compartilhei de estranhas sequelas
E meu corpo pela terra já ansiava.

Revigorei-me procurando aterrissagem,

Mas não encontrava o meu universo,
Queria novamente iniciar a decolagem
E deixar-me levar no caminho inverso.

Aspirava tudo e na verdade nada queria,

Pensava nos sonhos mais absurdos,
O que perto de mim estava eu nem via,
Mas desejava trilhar estranhos caminhos.
Vania Moreira Diniz
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