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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Chuvas e Miséria




Essa é a época mais triste do ano em quase todo o Brasil.Milhares de pessoas desalojadas pela avalanche das chuvas que tomam conta do nosso Rio de Janeiro.O pior é que isso acontece todos os anos e a tristeza envolve milhares de famílias que não têm para onde ir. As autoridades anunciam que as pessoas devem sair de suas casas e a pergunta que não quer calar é: Para onde?
Será que depois de tantos anos não compreenderam que precisa ser feito um trabalho de prevenção? Meu Deus, será mesmo que a vida humana está banalizada a tal ponto que os responsáveis por este país não se preocupam com isso?
Será mesmo que não entendem que a vida é finita demais e precisa ser realizada alguma coisa para que nossos concidadãos não enfrentem esse desespero? E que cargo, poder e tudo mais que encanta as autoridades desse país, nada valem diante de uma vida humana?
Não basta a miséria, a fome, a violência, o preconceito, a insegurança? Não basta que a educação e a saúde estejam num patamar tão baixo a ponto de muitas pessoas não terem acesso a elas? Até que ponto querem martirizar os cidadãos desse país, trabalhadores que procuram educar seus filhos e viver uma vida minimamente digna?
Uma vida humana é muito mais importante do que carnaval e Copa do Mundo. Nâo entendem isso? Não compreendem que não podemos ter paz sabendo que pessoas como nós estão desesperadas almejando pela tranquilidade de suas casas destruídas com a chuvas aterradoras que caem todos os anos em Janeiro?
Sim vamos vibrar com a legítima festa folclórica de nossos país e com a vitória de termos conseguido a sede da Copa no Brasil. Mas antes disso precisamos olhar, lutar, gritar, pedir ajuda para essas milhares de pessoas e famílias desesperadas ao constatarem que estão sem abrigo e jogadas ali em meio à destruição.
Quando assisto a essas reportagens sobre o que está acontecendo em consequência das chuvas, fico imaginando como sou egoísta nesse momento em que nos divertimos enquanto  pessoas morrem e a única coisa que desejam é sua casinha para abrigar a família e da qual estão sendo enxotadas pelo mau tratamentos de condições necessárias para que permaneçam lá.
A vida é uma só, todo o resto é possível reestruturar menos a presença nesse mundo depois que nossos olhos se fecharem.
O mundo inteiro está cada vez mais apaixonado pelo poder, pela fama, pelo dinheiro, esquecendo que nada vale, diante do curto espaço de vida que temos para usufuir, ser felizes e cumprirmos nossa missão e que está sendo abreviado pelo excesso de individualidade e indiferença, elementos letais que ultrapassam todos os bens do mundo.
Vamos novamente pedir às nossas autoridades que lembrem um pouco da vida daqueles que de uma forma ou outra dependem de sua competência e dedicação. É quase utópico falar dessa maneira, mas nós que escrevemos que podemos transmitir alguma coisa ainda temos esperança que as futuras gerações possam ser tocadas pelo dom da solidariedade, do amor e do entendimento que enquanto os seres humanos não se unirem a vida será amarga e  dolorosa.
Na minha opinião  os gastos desmesurados e a exorbitância de valores gastos com propaganda seriam suficientes para a prevenção desses acidentes e naturalmente o atendimento das necessidades básicas do povo que sofre.
Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Programa Canto das Letras -TV Câmara




Mesmo aos que não estiveram presentes, gostaria de dizer o quanto o programa "Canto das Letras" na TV Câmara é interessante. O escritor e competente poeta Casimiro Neto e a Escritora e Poeta Vânia Moreira Diniz conversaram sobre poesia, fal...
aram de suas experiências, sob a supervisão dinâmica do ator Jones Abreu e da poeta servidora, Isolda Marinho que fazem um bate-papo informal, no qual a plateia pode participar, ouvimos a boa música e talento brilhante de Ângela Brandão e seu maravilhoso parceiro e trocamos ideias interessantíssimas. Plateia maravilhosa!
Agradecemos ao Núcleo de Cultura da Câmara pelo excelente trabalho e Parabéns agradecidos a Jones Abreu e Isolda Marinho pelo convite.
Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 2 de novembro de 2012




O Canto das Letras, promovido pelo Centro Cultural Câmara dos Deputados, com o apoio da TV Câmara e do Sindilegis, é um programa que contempla artistas de Brasília, aliando música e literatura. Em formato de talk-show, o ator Jones Abreu e a poeta, servidora, Isolda Marinho recorrem a um bate-papo informal, no qual a plateia pode participar. Eles fazem a leitura dramatizada de textos dos escritores e conversam sobre carreira e processo de criação, entremeando com as composições do músico. Na edição de outubro, o evento contará com a presença da escritora Vânia Moreira Diniz, do  escritor Casimiro Neto, além da cantora e compositora Ângela Brandão.
Saudada pela imprensa com expressões como “Noel Rosa de Saias”, “talento” e “estrela”, Angela Brandão tem se destacado como uma das principais compositoras da nova geração de Brasília. Com suas letras poéticas e melodias incomuns, faz sambas de raiz, valsas sofisticadas e música pop de qualidade que, junto com seu carisma e voz suave, tem encantado as plateias. Seu primeiro CD foi gravado no Rio de Janeiro com arranjos de Leandro Braga e participação especial do cantor Paulinho Moska. No Senado Federal há 15 anos, é jornalista da TV Senado, onde apresenta o programa Argumento. Também escritora, está preparando seu primeiro livro de crônicas.
Carioca de nascença, a escritora Vânia Moreira Diniz mora em Brasília e também é poeta, humanista, divulgadora e pesquisadora. Escreve desde os sete anos de idade e é autora dos livros Laura (romance), Olhos Azuis (poesia), Pelos Caminhos da Alma, Ciganinha (Infanto-juvenil) e Pelos Caminhos da Vida (Crônicas), entre outros. Participou de mais de 30 antologias. É autora de e-books, escreve em sites da Internet e em periódicos impressos. É  membro nacional vitalício da Academia de Letras do Brasil (ALB), com a cadeira número 1 no Distrito Federal e também presidente da ALB - Seccional Brasília-DF, onde recebeu o maior título da Academia: Doutora Honoris Causa - ph.I- Filósofa Imortal. Além de Imortal, a escritora detém várias outros prêmios e participaçoes. Mais informações sobre suas obras e vida estão nos portais: http://www.vaniadiniz.pro.br; http://www.vaniadiniz.pro.br/OBRAS.HTM e http://www.vaniadiniz.pro.br/divulgacao/alb_imortal_vmd.htm

                O escritor e poeta Casimiro Neto é sócio titular da Associação Nacional dos Escritores. Paulista, radicado em Brasília desde 1970 e na Câmara desde 1994, é professor, pedagogo e historiador pós-graduado em Ciências Políticas. Publicou quatro livros, dois de literatura: O Amanhã de Nossas Vidas – Falando de Amor – Prosa e Poesia; e Malena – Um Caso de Amor – Prosa e poesia.; e dois acadêmicos: A Construção da Democracia,  que teve seus direitos autorais doados para a Câmara dos Deputados; e O Professor e os Métodos de Ensino – Ciclo de palestras para docentes e discentes durante os anos de 1988 a 1992. Casimiro Neto publicou, ainda, dois Artigos para a Revista Ideias e Leis, do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados. Na primeira edição, em 2005,  publicou o Artigo que trata da “História das Constituintes Brasileiras”, com o título: “A Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil”. E, na segunda edição, em 2006, o Artigo que trata da “História das Constituintes Brasileiras”, com o título: “O Congresso Nacional Constituinte de 1890 a 1891”. Também escreve textos para o Portal da Câmara dos Deputados sobre a cronologia histórica e legislativa dos governos no Brasil e também sobre a história da Câmara e de seus presidentes, do Império à República. Além disto, o escritor publica artigos e textos em Cadernos do Museu da Câmara, catálogos de obras de arte da câmara e na Revista Plenarium/CD. Casimiro Neto ainda está desenvolvendo novos projetos para futuras publicações.

SERVIÇO


Canto das Letras – A literatura encontra a música

Data: 08 de novembro, quinta-feira

Hora: 19 horas

Local: Auditório da TV Câmara – Edifício principal

Entrada franca


C.André Laquintinie

Assessor de Imprensa

Centro Cultural Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados


(061) 3215-8092

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Chuvas e Miséria

Essa é a época mais triste do ano em quase todo o Brasil.Milhares de pessoas estão morrendo soterradas pela avalanche das chuvas que tomam conta do país.O pior é que isso acontece todos os anos e a tristeza envolve milhares de famílias que não têm para onde ir. As autoridades anunciam que as pessoas devem sair sair de suas casas e a pergunta que não quer calar é: Para onde?

Será que depois de tantos anos não compreenderam que precisa ser feito um trabalho de prevenção? Meu Deus, será mesmo que a vida humana está banalizada a tal ponto que os responsáveis por este país não se preocupam com isso?

Será mesmo que não entendem que a vida é finita demais e precisa ser realizada alguma coisa para que nossos concidadãos não enfrentem esse desespero? E que cargo, poder e tudo mais que encanta as autoridades desse país, nada valem diante de uma vida humana?

Não basta a miséria, a fome, a violência, o preconceito, a insegurança? Não basta que a educação e a saúde estejam num patamar tão baixo a ponto de muitas pessoas não terem acesso a elas? Até que ponto querem martirizar os cidadãos desse país, trabalhadores que procuram educar seus filhos e viver uma vida miniamente digna?

Muita gente está morrendo, outras feridas e ainda outras sofrendo pela perda de suas casas, de suas coisas e acima de tudo dos entes queridos agonizantes e desesperados ali ao seu lado e que a impotência impede de salvá-los?

Uma vida humana é muito mais importante do que carnaval e Copa do Mundo. Nâo entendem isso? Não compreendem que não podemos ter paz sabendo que pessoas como nós estão desesperadas almejando pela dom mais precioso e legítimo que é a sua própria vida?

Sim vamos vibrar com a legítima festa folclórica de nossos país e com a vitória de termos conseguido a sede da Copa no Brasil. Mas antes disso precisamos olhar, lutar, gritar, pedir ajuda para essas milhares de pessoas e famílias que estão morrendo sem socorro e que interrompem nosso bem mais precioso que é a vida.

Quando assisto a essas reportagens sobre o que está acontecendo em consequência das chuvas, fico imaginando como sou egoísta nesse momento em que nos divertimos enquanto  pessoas morrem e a única coisa que desejam é sua casinha para abrigar a família e da qual estão sendo enxotadas pelo mau tratamentos de condições necessárias para que permaneçam lá.

A vida é uma só, todo o resto é possível reestruturar menos a presença nesse mundo depois que nossos olhos se fecharem.

O mundo inteiro está cada vez mais apaixonado pelo poder, pela fama, pelo dinheiro, esquecendo que nada vale, diante do curto espaço de vida que temos para usufuir, ser felizes e cumprirmos nossa missão e que está sendo abreviado pelo excesso de individualidade e indiferença, elementos letais que ultrapassam todos os bens do mundo.

Vamos novamente pedir às nossas autoridades que lembrem um pouco da vida daqueles que de uma forma ou outra dependem de sua competência e dedicação. É quase utópico falar dessa maneira, mas nós que escrevemos que podemos transmitir alguma coisa ainda temos esperança que as futuras gerações possam ser tocadas pelo dom da solidariedade, do amor e do entendimento que enquanto os seres humanos não se unirem a vida será amarga e e dolorosa.

Na minha opinião a corrupção, os gastos desmesurados e a exorbitância de valores gastos com propaganda seriam suficientes para a prevenção desses acidentes e naturalmente o atendimento das necessidades básicas do povo que sofre.
Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

VIVER É UMA ARTE

Cada dia me parece completamente diferente um do outro, mesmo que façamos exatamente a mesma coisa. Aquela sensação de ser um dia único me persegue continuamente desde que eu era muito pequena. Todos os dias ao abrir os olhos tenho uma sensação de vida e curiosidade. E me pergunto: Quem sou? Quem sou realmente? E o que estarei fazendo por aqui? Vem de mim um sentimento que me parece sempre desconhecido, mas que tem a mesma origem: Muita ternura pelo  que se passa à minha volta.
   
 Tudo que aprendi desde sempre, como estarmos nos aperfeiçoando e cumprindo uma missão, era pouco no simbolismo que o despertar diário se me apresentava interiormente. E continuamente corria para realizar tudo que achasse importante. Nada podia esperar.

      
Hoje sinto isso da mesma forma contundente, mas estranhamente agradável. Como se viver fosse uma arte que eu precisasse aperfeiçoar. Nos pequenos detalhes, nos ínfimos gestos e nas palavras há um tempo espontâneas e cuidadosas.


Erguendo-me lentamente nessas horas primeiras da manhã em que o espírito dá uma a caminhada habitual trazendo para fora expectativas e lembrando sonhos e devaneios noturnos, tento explicar que espécie de efeito exótico é esse que me domina. Talvez seja a consciência de que meus passos continuam e que a vida aí está, cheia de encanto e ternura e com sentimentos deliciosamente incompreendidos.

Talvez seja a certeza da esperança e a influência da natureza cuja energia contagia ou a convicção de que momentos tristes sempre serão compensadores um dia. E principalmente talvez seja a própria vida que nos transmite essa emoção indescritível que nos faz vivê-la sem, contudo poder explicá-la em seu aspecto maior.


Viver é uma arte prazerosa como, aliás, o são todas as formas de expressão artística e devemos exercê-la com profundidade, sentindo sua beleza totalmente indescritível.


Apreciar a natureza, ouvir o canto dos pássaros, poder ser aquecida pelo sol, iluminada pela luz das estrelas, amar, sentir cada sensação que se nos apresenta e poder englobar isso tudo em sentimentos verdadeiros e preciosos é realmente algo que não podemos compreender tal o fascínio que encerra.

Ao levantar-me pela manhã fico sempre pensando o que será e de que forma encararei cada momento daquele dia. E aquela sensação desconhecida a que me referi é intensa. Intensa e cheia de expectativa agradecendo ao Senhor do Universo mais um dia anunciado.


 Recordo então um mundo transbordante sem ter necessariamente idéia das surpresas que aparecerão em meu caminho. E deixo-me arrastar, meio tonta, procurando delirantemente a lucidez, da qual poderei precisar mesmo encarando com certo deslumbramento consciente e preventivo o dia a dia inesperado.


Sei que nunca estaremos preparados para as aflições e tristezas, mas essas terão que ser sobrepujadas com a força do tempo que nos ensinará o caminho certo. E que amadurecerão nosso espírito por vezes infantil e ainda frágil. Compreendo nesse momento que o processo de verdadeiro amadurecimento já chegou e que preciso deixar frutos preciosos para as  gerações subseqüentes.


Sobrevivo apreciando a arte de viver em cada pequeno gesto compensador de procura e encontro, no desejo de saborear os pequenos acontecimentos e de tirar disso a sua essência mais saborosa. 


                                            

                                       Vânia Moreira Diniz
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