quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MINHAS MÃOS


Transformo minhas mãos em dádivas,
Ocultando o que afaguei em silêncio,
Libertando-me do calor que transformou
Em brasas o que já dorme em minha alma.

Sinto nelas o poder intenso da carícia,
Que nas pontas dos dedos  escorre,
No sangue a latejar quente e célere,
Desenhando a escultura imaginada.

Minhas mãos que ritmadas desenham,
A imagem estranha que me transformou,
Em artista a elaborar fantasiosas miragens,
Já voam em busca da objetiva essência.

Encontro em seu toque o deleitoso prazer,
Tantas vezes em sensualidade transformado,
E a carícia simbolizada em energias,
Elabora na natureza seu poder de criação.

Minhas mãos encontram  a fortaleza,
No simples tato doce e poderoso,
Evocando  o vôo dos belos pássaros,
A procurarem no espaço  a liberdade.

 Vânia Moreira Diniz      

8 comentários:

  1. Jô Sampaio Martins Lopes11 de novembro de 2011 13:29

    Oi, Vânia, belíssimo poema, muita carga emotiva, parabéns!
    Ultimamente tenho publicado crônicas no Diário da Manhã de
    Goiânia, na Opinião do Leitor, gostaria q.vc.as lesse. A última
    saiu no dia 02.11.
    Vc.é uma pessoa maravilhosa.Há um conto meu na revista on-line
    da UBE, secção de Goiás.
    Bjos.
    Jô Sampaio Martins Lopes
    ________________________________________

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  2. Maravilhoso Poetar minha nobre confreira.
    Reflete sua sensibilidade sobre o universo do toque e dos caminhos trilhados pelas maos.

    Paz e Luz

    Carlos Ventura.

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  3. Vânia,

    Uma poesia muito singela, muito suave.
    Posso publicá-la na Revista Cerrado Cultural?
    Grato.

    Paccelli.

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  4. Amiga,

    esse texto tem muito significado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Adorei!
    Beijo
    Vania Serra

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  5. Caríssima presidente
    Amei seus versos vão para a minha pasta
    Um AxéPoético
    jorge amancio

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  6. Fátima Paraguassú11 de novembro de 2011 20:27

    Minhas mãos,
    suas mãos,
    nossas mãos
    Se entrelaçam
    Se abraçam
    Fortalcem o elo
    Tocam o belo
    Despetala... a flor
    O ninho
    O verso - voa
    O passarinho
    Vânia, amiga
    Abençoada
    No meu coração
    Sempre em brasa
    Tens um lugar
    Um cantinho

    Fátima Paraguassú

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  7. Virgínia Além mar13 de novembro de 2011 00:33

    Entre tuas mãos ponho-me de olhos fechados Poetisa na certeza de ser conduzida aos mais sublimes vôos/ aqueles nos quais alma-corpo comungam e recebem a epifania ...
    Parabéns, adorei reler-te manamiga Vaninha, mestra de sonhos e realizações,
    abraços
    Virgínia

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  8. Suas mãos, sempre tão dispostas a um gesto amigo, a um carinho na hora necessária. Sua alma tão unida a minha, tão em sintonia com a humanidade. Merece amor, carinho e reconhecimento. Poema cheio de você, cheio de ternura, que só poderia sair de suas mãos, mana. beijo grande. Cris

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