sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Manhã Me Entendeu...


A manhã me entendeu,
Veio escura me despertar,
Trazendo raios ocultos de esperança,
Pedindo-me que eu me levantasse,
Crendo como todos os dias,
Na vida ali fora a se desenrolar,
Dizendo-me dos dias que se sucedem,
Falando-me de seus contrastes,
Ensinando-me a crer nos dias mornos,
Implorando-me meu constante sorriso,
Nos momentos os mais diversos.

A manhã me entendeu,
fria e silenciosa me cercando,
Bafejando-me com seu hálito,
Relatando-me segredos,
Altiva e langorosa, ensinando-me,
O encanto das horas descrentes,
Fazendo-me aprender a suportar,
Dores e alegrias com igualdade,
Sendo a companhia mais perfeita,
Nos mistérios que se nos deparam,
Ao longo da caminhada.

A manhã me entendeu,
Meiga e doce a me esperar,
Sem impaciência ou aflições,
Desejando me restaurar,
Falando-me das horas exuberantes,
Do meu riso sem limites,
Das lágrimas incoerentes,
Dos sonhos tão intensos,
Aspiração e devaneios,
Pensamentos eloqüentes,
Entusiasmos desmedidos.

A manhã me entendeu,
Manta aquecida me estendeu,
Revelando a luz radiosa,
Mostrando-me o horizonte,
que eu tanto amava,
O amor que era profundo,
a paixão que me dominava,
Condensando-os num pacote,
Colorido e fascinante,
E depositando em meu coração,
A manhã me entendeu...

 Vânia Moreira Diniz

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PRIMAVERA EM ORGIA

 Foto de Cristina Arraes no Rio de Janeiro

Sinto em meu peito a natureza a se expandir,
Farta,bela, suave no horizonte colorido,
E me detenho em cada espaço de vida e de canção,
Que em orgia festejam delirantes a primavera.

As cores que se multiplicam em arco-íris,
Expressando em nuances a paixão do universo,
Explodindo em orgasmo de beleza a estação,
Que o planeta comemora esplendoroso.

O sol a chamejar em luz diáfana e amarelada,
Iluminando as flores aveludadas do caminho,
O céu azul como um manto diáfano e belo,
E a primavera a eclodir em gritos naturais.

Os corações dos habitantes do planeta em vibração,
fascinados transidos de amor em evolução aconchegante,
A alegria que conduz à namoros e romantismos,
E a paixão a circular intensa liderada pela primavera.

Primavera, rosa, azul, dourado, sol. Luz e estrelas,
Todo um conglomerado das riquezas do universo,
Circulando como um tesouro de brilhos e fulgor,
E a magia transcendendo qualquer eventual tristeza

 Vânia Moreira Diniz

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Árvores Gigantescas


Dia da Árvore - dia 21 de setembro

Árvores que protegem gigantescas,
Obra encerrando segredos de vida
Tão frondosa e dantesca,
Abrigo confortador de crianças
Que crescem à sua sombra protetora.

Contemplo o tronco ramificado e esparso,
A potência de sua estrutura incomensurável,
O verde espesso de suas folhas ásperas,
Contornando o caule torneado
E admiro com fascínio o magnífico vegetal.

Observo o vigor e olho com admiração
Querendo sempre visualizar a fortaleza
Da natureza-mãe que nos proporciona
Tão arrebatador espetáculo.

E confio,
creio sim
Nessa prova evidente de um Deus
Em toda a perfeição e fulgor,
Quando a culminância extrema
Não podemos melhor executar.

Encosto em seu tronco forte
E me sinto revigorada,
Revitalizada,
restaurada pelo poder inerte,
Porém indestrutível.

Árvore que abriga,
Que conforta a quem  necessita,
Aos carentes e debilitados,
Pequenos em crescimento,
Inseguros e esperançosos
Jovens imaturos e felizes
Velhos cheios de sabedoria,
Namorados sequiosos
E altiva se mantém ereta.
               Vânia Moreira Diniz

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

HOJE ACORDEI RECORDANDO Episódio 2

Episódio 2

 Acordei com uma tênue luz a iluminar meu quarto completamente na penumbra. Gosto de dormir na escuridão total. E portanto à noite, nas madrugadas, quando me encaminho para o quarto tonta já de sono encontro no escuro paz e relaxamento.

Nessa hora senti a claridade num fio insignificante da cortina.E lentamente, os olhos ainda fechados e procurando o sono que queria me deixar, vi de relance uma figura esguia que só costumava vislumbrar na minha adolescência.

Foi tudo muito rápido e não pude curtir os pensamentos que deviam acompanhar essa aparição estranha.Lembrei-me então dos momentos de nossa infância e adolescência, as brincadeiras infantis, os arrebatamentos que nos acompanhavam e até mesmo os perigos que rondavam e que era motivo de risos e alegria.

Impressionada com a força daquele pensamento que me fez ver alguém que já há muito se fora em plena mocidade, perguntava-me o porquê daquela impressão estranha. Jamais acreditei em aparição de espíritos e por isso sabia que talvez devesse ter sonhado com minha predileta amiga de infância.

Aproveitei, para deitada ainda recordar os dias magníficos, os passeios na avenida atlântica, a praia ali em frente, e a torcida para que acabássemos os deveres escolares e pudéssemos nos tostar ao sol do posto 6 , as ondas que nos jogavam longe,  nossos corpos seminus molhados e agradavelmente aquecidos depois, enquanto tomávamos sorvetes e procurávamos bem ao lado alguém vendendo cachorro-quente.

Nas férias, os passeios, as viagens, campeonatos de patins, o violão nas reuniões de nossa turma , nossa vozes a entoar cantigas e músicas que ardiam o coração, os filmes  em sucessão na Avenida Copacabana , o teatro, as danças, brincadeiras de transformação, as caronas escondidas dos pais nas motos dos rapazinhos, e o castigo quando éramos descobertas, o Jornalzinho que  elaborávamos cheias de garra, as notícias que preparávamos prontas a motivar todos que lessem, os livros que trocávamos e procurávamos sempre delirante de curiosidade.

Minha amiga morreu garota deixando no ar a força de sua amizade, seu bom-humor permanente e aquele brilho que resplandecia quando ela aparecia em qualquer lugar.

Hoje minha memória a captou, e recordando-me agora lembro que hoje seria o dia de seu aniversário, comemorado sempre em explosões de animação e felicidade.

 Acordei com dor de cabeça, entristecida pela lembrança saudosa e agora nesse minuto tomo consciência de que devo me alegrar porque ela estaria aqui dizendo, exigindo sorrisos, estimulando entusiasmos, instigando a sedução dessas horas, gargalhando naquele modo natural, os olhos bonitos brilhando sempre como se refletissem uma luz que jamais se extinguiria em nenhum momento da vida.

Seu aniversário era festejado no fim de setembro e como o meu era em outubro fazíamos duas festas lindas e como ela dizia: “Precisamos comemorar a vida!”  Com que terna exuberância fazíamos todo mundo rir, nesse período que nos fascinava em descobertas e loucuras mil, aturdidas e inebriadas.

Vou comemorar a vida que ela deixou quase com alegria oferecendo seu meigo sorriso e entendendo que chegara sua hora, embora cedo demais.

 Quero hoje, agora, esse mês inteiro comemorar a vida!

domingo, 18 de setembro de 2011

Primavera

Primavera, estação propícia à beleza,
flores por toda a parte, o azul do céu,
o sol a brilhar em sua extrema realeza
as árvores imponentes, os pássaros ao léu.

Não há época mais bonita que setembro,
os colégios comemorando a florida estação
em disputas saudáveis que me lembro
e o sorriso em cada rosto cheio de atração.

Primavera, os namorados de mãos dadas,
os beijos apaixonados, os olhares divertidos
as crianças pulando nas praças, animadas.

Primavera que revolve lembranças antigas,
as mulheres cheirosas, os vestidos coloridos,
e o amor universal ecoando em cantigas.

Vânia Moreira Diniz

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Conversa entre amigos

Queridos amigos

O blog cujo link estou enviando, é especial para mim porque pela primeira vez falo exclusivamente de minha vida, dos meus amigos ,dos meus parentes, das minhas alegria e dissabores. Nele está o sentimento mais profundo que nasceu e ficou em meu coração e o caminhar de meus passos até os dias de hoje. Para aqueles  que se preocupam “com o outro” envio mais esse endereço e de uma forma especial.
Escrevo desde os seis anos mas esse blog é algo que passará por minha infância,  adolescência, idade adulta  e caminhará na maturidade consciente e plena que estou vivendo agora.

Abraços e carinho
Vânia Moreira Diniz

AH, Setembro

  Paisagem em frente ao meu apartamento -Brasília
  Foto de Inês Sousa Lima
                                     
Setembro lembra flores e natureza, primavera. Recorda que ainda existe beleza apesar de tantos acontecimentos tristes que o mundo nos oferece em atos de maldade e violência e que os jornais apresentam em suas edições que são desfiles de dores que assolam o mundo. E quanto mais a mídia se esmera nas cenas pungentes do dia a dia, demonstrando quase que é lamentoso viver, mais as pessoas se deprimem e se escondem em um mar de medo e agonia.

Setembro fascina por sua beleza e brilho. E admiramos o espetáculo maravilhoso da natureza que se aprimora sempre em suas manifestações.

Queremos viver esse mês especial cheio de riqueza em suas potencialidades magníficas e que costumamos brindar com a poesia e ternura da primavera onipotente.

Ela existe apesar dos lamentos, da exposição de misérias, da desesperança que lançam a cada passo, da descrição de doenças cada vez mais tristes e que em contraposição recebem o reflexo da negatividade natural de um povo sofrido.

Respondemos então com a fé num horizonte que não foi insinuado. Horizonte que vislumbram apesar da exploração contínua de sofrimentos de toda a espécie.

Desejamos “sentir” Setembro, não só apreciarmos e desfrutarmos, porém viver da essência de seus dias coloridos e perfumados, do alento dos sonhos sugeridos e antevistos pela imaginação fecunda que os meses da estação das flores nos deixam entrever encantados.

A primavera está chegando devagarzinho e faceira trazendo os anos que se foram rápidos em constante nostalgia, os atuais que nos mostram a magia da vida presente com sua objetividade compensadora e atraente, em sensações acolhedoras e gentis. E o futuro que contemplamos muito longe com olhos na imaginação fascinante de fantasias desfiladas.

Setembro vem chegando faceira e dominadora, altiva e suave, esperançosa e titubeante carregando devagar e mansamente outra parte do ano que se esvai premente de deliberações importantes e procurando no aroma ambiental sua maior certeza de alegrias e prazeres.

Que setembro conduza não só à simpatia que expande, à primavera que enfeita e embeleza, às promessas de sonhos inebriantes, à suavidade da tepidez climática, mas transporte esperanças e maiores conquistas de valores reais, menos sofrimentos e a certeza de confiança nesse futuro que apesar de tudo transborda de pensamentos positivos.

Setembro aparece já com cores e vida, aroma requintado, sol quente nas manhãs luminosas a nos pedir que lhe dê um crédito de extrema confiança aprendendo a sorrir e a acreditar nesse mês especialmente gentil de expectativas e vida.

Queremos paz nessa guerra de nervos e de fatos contundentes que nossos olhos vêem extremamente cansados de presenças tão constrangedoras. Ansiamos pela paz no enunciado de desgraças e de desesperanças, de dor e doenças, de decepções e mesquinharias inúteis. Desejamos paz nesse mês de setembro tão cheio de poesia, circundado pelo arco íris de cores vibrantes e esperançosas.

Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

HOJE ACORDEI RECORDANDO... Episódio 1


Hoje acordei propensa  às reminiscências. Sentindo vontade de percorrer o quintal da minha casa na Rua Barata Ribeiro em Copacabana, onde na infância eu apostava corridas,  tentando um campeonato de patins com minhas amigas e caindo da gangorra enquanto meu irmão pulava antes do tempo.
A bola não parava levando-se em conta que nessa época minhas irmãs não haviam nascido, os da minha idade eram apenas homens e eu gostava de disputá-la com eles , deixando muitas vezes que ela caísse na vizinha que não estava disposta a participar das brincadeiras e imediatamente fazia queixas à minha mãe.
Quando estava cansada de brincar com meus irmãos  ou primos corria para dentro de casa e sentada no escritório de meu pai, procurava  livros naquela biblioteca imensa e acabava descobrindo  um mundo que sempre adorei,imergindo nas páginas que me deixava concentrada , esquecendo por vezes  os deveres da escola. Ler era meu mundo encantado e esquecia tudo que me cercava  para fazer parte do conteúdo dos livros que eu curtia compulsivamente.
Escrevia com prazer imenso em qualquer momento da minha vida. E deixava que as palavras saíssem sem censuras espargindo meu coração que precisava transmitir com veemência. Parecia que eu só tomava consciência do que escrevera algum tempo depois de concluir o texto e aí sim, entendia o que quisera dizer.
Quando estava entediada ou queria ficar sozinha ia até à praia que era pertinho da minha casa e deixava que meus pés ou meu corpo fossem molhados pelas ondas brancas e nem sempre mansas. Falava com o mar, contava meus desejos e sonhava inexplicavelmente com o infinito que se me apresentava inatingíveis .como as faixas coloridas do horizonte e sabendo da impossibilidade de alcançá-las deixava que o sol  queimasse devagarzinho  minha pele clara.
Muitas vezes alguém da minha casa vinha me buscar sabedoras desse passeio quase constante nos dias de sol  intenso. O mar, a areia clara,  e o horizonte distante sempre foram as mais encantadoras formas de poder transmitir minhas emoções. E continua a ser , só que parece-me que  esse mesmo horizonte está mais perto e sinto-o como algo que se aproximou em dias subseqüentes  em que aprendi a conhecer a vida e a forma de procurar sobrepujar os obstáculos.  Será isso que nos faz mais compreensivos em relação à passagem do tempo?
Ao completar dez anos soube que minha mãe esperava outra criança e tive certeza que seria uma menina. Estava cansada de compartilhar as brincadeiras   de cinco irmãos sempre em discussão constante  e sentia necessidade de olhar e amar uma irmãzinha e foi o que aconteceu. Nasceu uma  mulher e fiquei entusiasmada  com o rosto delicado e bonito  amei-a instantaneamente , compreendi mesmo ainda muito cedo a necessidade de defendê-la levando em conta que era mais frágil do que eu. Em seguida nasceu  outra menina  que também foi algo muito importante para mim, mas Cristina e eu estávamos sempre juntas e apesar da diferença de idade nos compreendíamos muito. Até hoje  estamos profundamente ligadas e somos confidentes inseparáveis.
Ainda revejo os tempos de criança há muitos anos quando olhava deitada num canto do jardim minhas estrelas brilhantes algumas das quais eu e meu irmão mais velho nomeávamos à noite nos dias de verão
O colégio Sacré Coeur de Marie onde estudei, foi algo que marcou tanto que até hoje me revejo  e jamais poderei deixar de lembrar cada dia  que passei lá. E olhe que foi um longo período desde muito pequenina.
O tempo passou, tive uma adolescência conturbada, mas o que me incentivou profundamente foram  as   lições que aprendi nesse caminho e a certeza que a única forma de sermos realmente felizes é  saber estender a mão sempre e entender que por vezes as coisas que nos perturbam nos fazem compreender a vida , ser feliz e desenvolver um amadurecimento  sadio e compreensivo.
  Vânia Moreira Diniz

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EMOCÃO, SÓ EMOÇÃO

               MárciaSzklarowsky e Vãnia Diniz num momento de emoção

Falamos tanto de emoção , parece uma palavra simples mas é a mais forte sensação que sentimos porque serve para designar todos os momentos.
Foi  isso que aconteceu comigo nessas duas semanas que  estive  nos bastidores, trabalhando, feliz com um evento belíssimo da ALB-DF e em congraçamento com todos os acadêmicos que se integravam à Academia de Letras do Brasil-Df.  Foi belo! Mesmo assim  muito intenso quando houve  a homenagem ao nosso Diretor Jurídico Léon Szklarowsky  que morreu no dia 25 de julho e sua filha Márcia veio receber com lágrimas de saudade o nosso   preito de carinho. Quando nos abraçamos as lágrimas desciam  de ambos os lados.
E incrivelmente fascinante quando fui homenageada pelo Imortal Escritor Elias Daher, Presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal que eu não esperava e que me deixou estática e surpresa. Cheguei a comentar que as Escritora “estava sem palavras” E por pura emoção.
A cerimônia foi lindíssima iniciando com o talento do Coral Alegria e se estendendo com a alegria dos novos imortais.
Poucos dias depois fui surpreendida por fortes emoções por motivos outros e pessoais. Alegria, surpresa, fatos inesperados e as lágrimas e os sorrisos se alternavam numa emoção descontrolada.
Estou de volta, mas com a sensação que as emoções, não devem mesmo ser controladas. Elas foram feitas para explodir  mesmo que a garganta doa com um nó que parece travar  a respiração, ainda que as palavras custem a retornar aos nossos lábios, e o coração dispare  inevitavelmente.
Estou aqui ainda com as emoções dos últimos dias, sentindo que os acontecimentos se sucederão sempre com a mesma força e com o mesmo impulso.
Enquanto o sol brilha lá fora e as árvores verdes esperam os dias que antecedem à primavera,  por vezes tenho a sensação de que compreendo a vida e a morte , a alegria e a tristeza, as lágrimas e os risos e minha emoção continua a tecer todos os pontos para que eu possa entender o mistério da vida.
Emoção, emoção, emoção... Nesses dias foi tudo que senti mesmo na calmaria de noites  silenciosas ou nos dias em que me sentava olhando o céu brasiliense,o  mais azul que conheço  e lembrando também das estrelas que sempre me fascinaram ainda quando era pequena e no barulho ensurdecedor da rua Barata Ribeiro no Rio de Janeiro, onde nasci e fui criada fui criada e que eu adorava.
Emoção nos dias de entusiasmo alucinante ou naqueles e desespero fremente. Emoção que carregarei comigo nesse minuto em que escrevo aos meus amigos, colegas e leitores  e também quando sentir o torpor de insignificantes acontecimentos.
Agora mais do que nunca penso na finitude da vida e me emociono por finalmente compreendê-la. Não que vá aceitá-la simplesmente, porém pelo menos reflito nesse fenômeno consciente de sua necessidade e sem laivos de agonia.
A todos meu pedido de perdão pela ausência e creiam que não foi displicência, muito pelo contrário.
Na emoção em que estava precisava exaurir toda a sensibilidade para voltar aos meus escritos, afazeres, compreendendo cada pessoa  e me permitindo buscar o modo de ser mais solidária.
Emoção, emoção, emoção, hoje, ontem e amanhã iniciando na tepidez do amanhecer e não se encerrando jamais e em nenhum momento. Talvez seja  a única sensação imutável e ininterrupta.
E estou preparada para enfrentá-la sempre e cada vez mais.
Vânia Moreira Diniz
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