segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dias Diferentes



As folhas caem, o verde esmaece,
Poeirenta nuvem escura e espessa,
A mostrar o solo desnudo e inerte,
Como se alma triste fora.

Flores despetalam ásperas,
Dádivas de esplendor e de beleza,
Entristecidas pelo dia sem realeza,
Jamais reflorescerão aveludadas.

E a natureza seu encanto altera,Na energia que emite e se compraz,O canto hoje será triste e incapazDe envolver os mistérios habituais

O céu esbranquiçado reflete tênue luz,Tão pálida no sol indiferente e frio
,
Que quase não se enxerga o azul,Do arco-íris vibrante de alegria.

E o crepúsculo também aparece,Suavemente depositando a nostalgia,No escuro lascivo que provoca todo dia
,
Sensação estranha e embriagadora.

E de longe muito longe a miragem,Que nos meus dias diferentes
,
Enternecedora e docemente se projeta,Vem chegando  já naturalmente.

Entendo a fortaleza de nosso planeta
,
Não tão iguais em dias que se sucedem
,
E posso escutar do seu mistério o balbucio,Que já ouço como uma calmante melodia.

Viajante

Viajante cheio de vigor e coragem,
Siga e não olhes para trás,
Tudo na vida exige desprendimento,
E tu hás de vencer obstáculos
E ultrapassar inseguranças

No dia que tiveres arrependimento,
E em que a saudade insistente,
Teimosa martirizar seu coração doído,
Verás que o impulso,
Nem sempre compensa.

Viajante destemido,
Que diante de nada se enverga,
Lembrarás com certeza,
 dessa figura que com singularidade,
Te guiou,

Viajante que de cabeça erguida,
partiu rumo a paisagens distantes,
Esperando encontrar arrimo
E sedução em outros mares remotos,
Não desanime,
O que esperas encontrar?

Quando outras mãos suaves
Cruzarem a tua vida e por momentos
Lembrares do prazer saciado
não voltes,viajante,siga o teu caminho.     

Trivialidades


A Caneca




Hoje vou escrever sobre trivialidades, que será tema persistente desse blog e que são importantes na vida de cada um. Isso pertence ao meu blog “Ressurgindo”  ao qual prometi ser muito pessoal e transmitir minha vida de uma forma detalhista para que possa um dia deixar para minha família e amigos  e também mostrar aos meus eventuais leitores que todos nós temos as nossas manias, principalmente nascidas na infância.
Adoro pequenas coisas nem muito valiosas,  mas que constituem para mim um fetiche. Como escritora, mesmo que desconhecida, gosto de passar para o computador (como passava ante para o papel) minhas trivialidades que até ficaram só comigo, mas que hoje pretendo expor como direito de qualquer pessoa que escreve.
Ontem, entrando numa importadora com muitos objetos nacionais interessantes dei com uma caneca e minha velha mania acirrou o desejo de comprá-la.
Quando meu marido está me acompanhando nessas ocasiões ele tem a máxima paciência de esperar  mesmo porque já sabe que  não sairei sem comprá-la.
Para que vocês entendam gosto de tomar água o dia inteiro enquanto trabalho com uma caneca ao lado do computador. Só não pode ser sempre a mesma. Quando ponho os olhos em outra diferente compro-a logo e peço à minha boa secretária que a prepare para mim. E um dia volto novamente para as  que  deixei encostadas em outra época.
Na verdade só esse tipo de  coisas me induz a ser volúvel, porque sou absolutamente  “fiel” na minha vida. No caso das canecas tenho centenas delas e quando vi essa ontem em várias cores e com uma tampa de rosca lembrei-me de quando era bem pequena quando minha mãe comprou uma parecida para levar na  dita “lancheira” tão elegante onde era colocado meu lanche.
Gostava de comprar as comidas apetitosas do colégio, mas mesmo assim   a “medida provisória” decretada por minha mãe era que mesmo assim nós levássemos os lanches de casa. “Eram mais saudáveis”. Isso não impedia  as guloseimas depois.
Voltando à caneca habituei-me a tomar sempre em canecas escolhidas por mim tudo que fosse líquido. Desde os vinhos, ponches até os caldos quentes nas noites de inverno e água o dia inteiro.
Nunca esquecerei da primeira vez que minha mãe comprou uma caneca que muitas crianças daquela época deveriam ter que fechavam completamente formando uma roda, tão sofisticadas  mas que as freiras do meu colégio me impediram de oferecer a uma menina que era órfã, cuidada por elas e essa foi uma das decepções de minha vida. Proporcional à minha idade.
Chorei muito, mas não esqueci desse momento e acho que foi assim como lembrança da minha infância, que jamais esqueci esse momento da minha vida e até hoje sou apaixonada por canecas as mais diversas.

Trivialidade muito importantes que projetam um filme em minha cabeça e o encanto natural de certas fases de nossa trajetória.
Desculpem o tema tão trivial, mas muitos outros estarão aqui no meu blog “Ressurgindo”, que será uma fiel testemunho de minha vida.
Vânia Moreira Diniz
Por vezes forte, por vezes frágil, venho sempre em busca da paz e do amor e encontro na vida que já percorri, nas experiências que vivi, na coragem para enfrentar todos os momentos, na fortaleza com que reflito sobre o presente, sobre meus irmãos de caminhada, sobre os enigmas da existência, a compreensão da serenidade e do silêncio absoluto.
Vânia Moreira Diniz

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Minha irmã Cristina Arraes

Sinto amor na recordação
daquele ano que me comoveu,
enquanto ainda criança imaginava
vê-la, tê-la nos braços e sorrir.

Uma criança ia nascer brevemente
e enquanto eu fixava esperançosa,
a barriga de minha mãe durante meses,
sonhava com uma menina como eu.

Vivia cercada de meninos e queria
poder estar ao lado de alguém,
que entendesse o meu choro ou lágrimas,
mesmo que muitos anos nos separassem.

Quando anunciara que era uma menina,
meu coração vibrava tanto  e tanto
que me fazia trêmula enquanto imaginava
e pedia  que me levassem ao hospital.

Era você, minha mana e eu não acreditava,
Queria carregar, beijar, e poder embalá-la
mas meus bracinhos ainda eram frágeis
e todos me recomendavam cuidado.

Quanto de alegria eu curti naquele momento,
vi que a vida era mais bela do que sonhei,
Agradeci a Deus esse milagre e novamente
tudo parecia colorido, intenso e feliz!

Era você, minha mana que crescia rápido,
enquanto eu me tornava uma adolescente,
e de mãos dadas olhávamos o horizonte,
e de mãos dadas continuamos a sorrir e a chorar.
Vânia Moreira Diniz

Quando...

Quando o meu céu clarear,

Quando as nuvens se condensarem,

Quando a luz aparecer brilhante,

E as estrelas voltarem a cintilar,



Quando entender minha linguagem,

A falar de amor com naturalidade,

E procurar em meu coração a liberdade,

Quando puder olhar para o horizonte,



Quando fechar os olhos suavemente,

E mesmo assim enxergar as imagens,

Que fazem parte da minha história,

Quando sonhar com arco-íris  novamente,



Quando entender a ternura de teu olhar,

E segurar tuas mãos retendo o calor,

Verificando que o desejo está próximo

E a razão parcialmente encoberta,



Quando puder sentir em meus olhos

O colorido da natureza absorvente,

E a energia dominar meu inconsciente,

Quando comentar a beleza do planeta,



Quando os elementos naturais me dominarem,

E puder novamente alcançar minha alma,

Tê-la entre as mãos e compreendê-la,

Sem a estranheza de nenhum momento,



Então  estarei vivendo copiosamente,

Saboreando o fruto especial e deleitoso,

Usufruindo da vida todos os elementos

E  redistribuindo as dádivas que me doaram.


Outubro, mês da Magia

 

Outubro chegou há quatro dias quase junto com a primavera e é esse o grande segredo desse mês maravilhoso e que eu amo tanto.

As árvores se tornam mais frondosas, as flores mais lindas em suas tonalidades especiais e a natureza parece que quando a olhamos tira a respiração, tão linda e feiticeira em sua extraordinária magnitude.

Outubro para mim é acima de tudo um estado de espírito e normalmente mergulho em sensações as mais deliciosas e procuro viver intensamente, com as recordações ou o momento presente, curtindo cada acontecimento da vida.

E quando sinto que falam em utopia, sorrio feliz, lamentando que não possam entender esse momento tão extraordinário da minha vida. Prossigo certa que preciso aproveitar como se em qualquer lugar do planeta fosse o paraíso de proporções inatingíveis e ao mesmo tempo tão plausíveis e reais que admiro, cada momento dessa fase de minha vida.

Outubro é o mês das crianças e as sinto tão esfuziantes como se repentinamente pudessem correr livremente pelas ruas de qualquer cidade, libertas, vivendo cada minuto de sua infância e certas que estão protegidas do mal.

Eu nasci em outubro e sinto como se tivesse recebido um presente eterno, que não posso agradecer suficientemente tal a grandeza que sinto nesse mês privilegiado.Talvez por isso parece que tudo que me acontece de bom converge para essa data e realmente quase todos os momentos felizes acabaram se concretizando nele.

Não que os outros meses não tenham importância, todos eles fazem parte do contexto de nossas existências e desse caminhar fantástico que é viver... Mas para mim particularmente Outubro tem a magia dos grandes encantos, dos sonhos realizáveis, dos objetivos duradouros e dessa doçura que faz sonhar com mais intensidade e me convencer da certeza das fantasias coloridas não importando o valor cronológico, todos os anos me encontro nesse estado de espírito.

Nesse mês de outubro de 2009 além de marcar o tempo no dia 21 que é o dia em que vim ao mundo, aspirando o oxigênio salvador, há muitos outros eventos em curso que me deixam sensibilizada na magia de comemorações importantes para minha vida.

Um dia com poucos anos de nascida, já senti o valor intrínseco do amor e da amizade e não por normas definidas, mas porque tantos os acontecimentos tristes como alegres vieram me dizer a importância de cada momento que vivi.E por ser a vida finita essa intensidade é maior e um minuto pode valer uma eternidade.

Hoje quando abri os olhos e ouvi o canto dos pássaros em plena capital, pude me recordar de tantos episódios enquanto apreciava o céu muito azul e o horizonte vasto e lindo que agradeci ao Senhor do Universo a mágica vivência que tem sido minha estrada e fechei os olhos sentindo o mês de outubro que não só me deu a oportunidade de nascer mas me ofertou o presente da primavera e sua beleza e encanto fascinante enquanto comemoro algumas datas gratas ao meu coração e agradeço as pessoas que encontrei nesse paraíso de diversidades infindas e especiais.

Vânia Moreira Diniz

Primavera de Vânia Moreira Diniz

Primavera, estação propícia à beleza,


flores por toda a parte, o azul do céu,

o sol a brilhar em sua extrema realeza

as árvores imponentes, os pássaros ao léu.



Não há época mais bonita que setembro,

os colégios comemorando a florida estação

em disputas saudáveis que me lembro

e o sorriso em cada rosto cheio de atração.

 

Primavera, os namorados de mãos dadas,

os beijos apaixonados, os olhares divertidos,

as crianças pulando nas praças, animadas.



Primavera que revolve lembranças antigas,

as mulheres cheirosas, os vestidos coloridos,

e o amor universal ecoando em cantigas.

Vânia Moreira Diniz

Enigma de Vânia Moreira Diniz


             
Procuro decifrar esse enigma,

Sem entender a sua estrutura,

E me vejo ainda desconsolada,

Com essa fatal e indócil certeza.

Olho o céu, o mar e a terra,

Na infinidade de tanta beleza,

Pergunto porque finaliza a vida,

Se tudo se funde e equilibra.

Admiro as árvores tão robustas,

De folhas vigorosas encobertas,

O viço perene  a  protegê-las,

E cismo quem o segredo advinha.

Sinto no peito essa ânsia imensa,

Que se estende cada vez mais plena,

E indago à sábia e imutável natureza,

O mistério de sua eterna energia.

Mas desse recanto vou embora um dia,

Deixando para trás cada lembrança,

Esquecendo talvez momentos de ternura,

E a razão de tanta suavidade perdida.


Não quero pensar no destino agora,

Prefiro viver por enquanto cada hora,

Intensamente esse instante saborear,

Olvidando tão profundo enigma.

Apreciar intensamente o mar,

Viver todas  as fases do amar,

Entender cada nuance do teu olhar.

Enquanto o horizonte posso apreciar.



          www.vaniadiniz.pro.br

A Manhã me entendeu por vânia Moreira Diniz



A manhã me entendeu,

Veio escura me despertar,

Trazendo raios ocultos de esperança,

Pedindo-me que eu me levantasse,

Crendo como todos os dias,

Na vida ali fora a se desenrolar,

Dizendo-me dos dias que se sucedem,

Falando-me de seus contrastes,

Ensinando-me a crer nos dias mornos,

Implorando-me meu constante sorriso,

Nos momentos os mais diversos.


A manhã me entendeu,

fria e silenciosa me cercando,

Bafejando-me com seu hálito,

Relatando-me segredos,

Altiva e langorosa, ensinando-me,

O encanto das horas descrentes,

Fazendo-me aprender a suportar,

Dores e alegrias com igualdade,

Sendo a companhia mais perfeita,

Nos mistérios que se nos deparam,

Ao longo da caminhada.


A manhã me entendeu,

Meiga e doce a me esperar,

Sem impaciência ou aflições,

Desejando me restaurar,

Falando-me das horas exuberantes,

Do meu riso sem limites,

Das lágrimas incoerentes,

Dos sonhos tão intensos,

Aspiração e devaneios,

Pensamentos eloqüentes,

Entusiasmos desmedidos.


A manhã me entendeu,

Manta aquecida me estendeu,

Revelando a luz radiosa,

Mostrando-me o horizonte,

que eu tanto amava,

O amor que era profundo,

a paixão que me dominava,

Condensando-os num pacote,

Colorido e fascinante,

E depositando em meu coração,

A manhã me entendeu...
Vânia Moreira Diniz

Chuvas e Miséria




Essa é a época mais triste do ano em quase todo o Brasil.Milhares de pessoas desalojadas pela avalanche das chuvas que tomam conta do nosso Rio de Janeiro.O pior é que isso acontece todos os anos e a tristeza envolve milhares de famílias que não têm para onde ir. As autoridades anunciam que as pessoas devem sair de suas casas e a pergunta que não quer calar é: Para onde?
Será que depois de tantos anos não compreenderam que precisa ser feito um trabalho de prevenção? Meu Deus, será mesmo que a vida humana está banalizada a tal ponto que os responsáveis por este país não se preocupam com isso?
Será mesmo que não entendem que a vida é finita demais e precisa ser realizada alguma coisa para que nossos concidadãos não enfrentem esse desespero? E que cargo, poder e tudo mais que encanta as autoridades desse país, nada valem diante de uma vida humana?
Não basta a miséria, a fome, a violência, o preconceito, a insegurança? Não basta que a educação e a saúde estejam num patamar tão baixo a ponto de muitas pessoas não terem acesso a elas? Até que ponto querem martirizar os cidadãos desse país, trabalhadores que procuram educar seus filhos e viver uma vida minimamente digna?
Uma vida humana é muito mais importante do que carnaval e Copa do Mundo. Nâo entendem isso? Não compreendem que não podemos ter paz sabendo que pessoas como nós estão desesperadas almejando pela tranquilidade de suas casas destruídas com a chuvas aterradoras que caem todos os anos em Janeiro?
Sim vamos vibrar com a legítima festa folclórica de nossos país e com a vitória de termos conseguido a sede da Copa no Brasil. Mas antes disso precisamos olhar, lutar, gritar, pedir ajuda para essas milhares de pessoas e famílias desesperadas ao constatarem que estão sem abrigo e jogadas ali em meio à destruição.
Quando assisto a essas reportagens sobre o que está acontecendo em consequência das chuvas, fico imaginando como sou egoísta nesse momento em que nos divertimos enquanto  pessoas morrem e a única coisa que desejam é sua casinha para abrigar a família e da qual estão sendo enxotadas pelo mau tratamentos de condições necessárias para que permaneçam lá.
A vida é uma só, todo o resto é possível reestruturar menos a presença nesse mundo depois que nossos olhos se fecharem.
O mundo inteiro está cada vez mais apaixonado pelo poder, pela fama, pelo dinheiro, esquecendo que nada vale, diante do curto espaço de vida que temos para usufuir, ser felizes e cumprirmos nossa missão e que está sendo abreviado pelo excesso de individualidade e indiferença, elementos letais que ultrapassam todos os bens do mundo.
Vamos novamente pedir às nossas autoridades que lembrem um pouco da vida daqueles que de uma forma ou outra dependem de sua competência e dedicação. É quase utópico falar dessa maneira, mas nós que escrevemos que podemos transmitir alguma coisa ainda temos esperança que as futuras gerações possam ser tocadas pelo dom da solidariedade, do amor e do entendimento que enquanto os seres humanos não se unirem a vida será amarga e  dolorosa.
Na minha opinião  os gastos desmesurados e a exorbitância de valores gastos com propaganda seriam suficientes para a prevenção desses acidentes e naturalmente o atendimento das necessidades básicas do povo que sofre.
Vânia Moreira Diniz
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