segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dias Diferentes



As folhas caem, o verde esmaece,
Poeirenta nuvem escura e espessa,
A mostrar o solo desnudo e inerte,
Como se alma triste fora.

Flores despetalam ásperas,
Dádivas de esplendor e de beleza,
Entristecidas pelo dia sem realeza,
Jamais reflorescerão aveludadas.

E a natureza seu encanto altera,Na energia que emite e se compraz,O canto hoje será triste e incapazDe envolver os mistérios habituais

O céu esbranquiçado reflete tênue luz,Tão pálida no sol indiferente e frio
,
Que quase não se enxerga o azul,Do arco-íris vibrante de alegria.

E o crepúsculo também aparece,Suavemente depositando a nostalgia,No escuro lascivo que provoca todo dia
,
Sensação estranha e embriagadora.

E de longe muito longe a miragem,Que nos meus dias diferentes
,
Enternecedora e docemente se projeta,Vem chegando  já naturalmente.

Entendo a fortaleza de nosso planeta
,
Não tão iguais em dias que se sucedem
,
E posso escutar do seu mistério o balbucio,Que já ouço como uma calmante melodia.

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