quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Maravilhosos Heróis





Fui criada familiarizada com os médicos. Cresci no meio deles. Meus tios, meu avô o eram e aprendi o toque mágico que significam suas mãos e a ciência que dominam.

Mas assim como a maioria deles é maravilhosa (diga-se de passagem), poderão também significar no sentido negativo (e são raros) a descrença na vida, o desespero e até a morte. E é por isso que o rigor deve ser levado a sério acerca de tão importantes e ilustres profissionais.


Vemos hoje especialmente médicos que indiferentes ao sofrimento dos outros deveriam desertar de sua própria profissão. Não é só ter talento, estudar, fazer doutorado, defender teses, ser senhor absoluto em seu campo e serem chamados de Doutor.

Mas é tudo isso aliado à humanidade, à generosidade. Sem esses elementos não se conseguirá um médico no sentido amplo da palavra.
Acho que são justamente relações humanas e amor que as faculdades de medicina deveriam ensinar como matéria básica e tentando extrair os sentimentos intrínsecos que existem dentro de cada estudante.

Isso não é só importante nessa profissão, é claro, porém é justamente nela que se lida com o ser humano frágil, doente, necessitado, carente e muitas vezes desesperançado.

E hoje vemos com muito maior frequência a frieza entre os seres humanos. Isso já é por si só algo que deveria ser pacientemente ensinado desde a infância iniciando nos primeiros anos e não finalizando jamais.
Retornando ao assunto principal, os médicos são as pessoas que mais influenciam a vida de uma pessoa ou seja a população em geral. E eles sabem disso.

Quando se formaram fizeram o juramento de Hipócrates e nele se incluem todos esses elementos. Têm a obrigação de cumpri-lo em toda a extensão da palavra.
Portanto aqui o protesto ao profissional da área de saúde que é capaz de usar frieza, inconstância, aparente indiferença no trato com seus clientes, principalmente com aqueles que carecem de assistência negadas pela própria vida.

Eu me recordo há muitos anos que os médicos de família iam à casa de seus clientes e isso era um conforto na hora de uma doença dolorosa.

Lembro-me a triste circunstância de uma criança que eu vi sofrer desesperadamente com “nefrose”. Suas dores eram imensas, os pais tinham dinheiro, nível social elevado e cultura invulgar. E mesmo assim o conforto de médicos dedicados os livrou do desespero total. A assistência especial e afetuosa dos profissionais não deixava que eles caíssem em depressão ou angústia profundas.

Sei que os médicos têm família e vida própria, mas já que escolheram a medicina são mais missionários do que outra coisa qualquer. Muitos realmente são. Mas, e os poucos que não querem pensar que a vida deles é diferente? Mas é. Mesmo que não queiram e neguem essa afirmativa. Tem que ser diferentes pela própria natureza do que fazem.

Para que a classe tão merecedora não seja desprestigiada quero lançar um protesto àqueles que ainda não compreenderam isso.Ainda que seja em tempos modernos, na atualidade difícil, na vida complicada de uma cidade conturbada os médicos são pessoas peculiares cuja obrigação principal é senão tirar ou remover doenças (isso por vezes é impossível, humanamente falando), mas dar consolo e ter predominantemente o sentimento de ternura como base de sua estrutura.

Competência e humanidade. Bases do profissional perfeito.
Não consigo entender o médico que não se comove com a aflição alheia, mesmo que esteja acostumado ao sofrimento.

Desejo, no entanto fazer uma homenagem à maioria dessa extraordinária categoria, os heróis verdadeiros (e eu conheço muitos) que mesmo à sombra realizam o maior trabalho que alguém pode executar. Quero agradecer em nome de uma população que se conforta ao encontrar no caminho de sua existência esses heróis, que batalharam durante toda uma vida conhecendo, pesquisando, estudando e carregam com essa bagagem o amor, a solidariedade, a compreensão e uma humanidade que só eles são capazes.

Não obstante a luta, os dias cansativos e tensos, os clientes irritados, o sacrifício da família e dos amigos e de toda uma vida dedicada. A despeito da ingratidão, das noites insones, do desconforto, das cenas dolorosas, das consternações abundantes. Apesar de tudo eles continuam fortes, magnânimos e imprescindíveis. Aos heróis, o nosso agradecimento.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Sonho Apenas Passou Por Nós...




O Sonho apenas passou por nós...

Perdoem-me falar um pouco de sentimentos pessoais num editorial do nosso Portal, mas pela primeira vez tenho a impressão que é proibido sonhar. Estou em plena consciência, a lucidez completa que expulsa o devaneio. Pensando num futuro objetivo, esquecida de muitas passagens que nos fizeram andar com passos incertos. Agora sim. Pela primeira vez tenho a sensação que nada vai nos machucar. E isso porque chegamos a um tal ponto que só podemos esperar pela reconstrução, reinvenção de nossos próprios valores exigindo de nós mesmos atitudes serenas porém firmes.
Outubro chegou hoje, o mês mais encantador que conheço, com sua magia, encanto, relembrando-nos o mágico poder das histórias de conto de fadas de nossa infância, a mês dedicado às crianças e aos professores, mas entendo que já não se dá muito valor ao “legítimo” no sentido amplo da palavra como é a missão dos professores e não se pensa que a criança é algo importante demais para que deixemos que ela veja como atualmente cenas tão cruéis. O que sabemos é que precisamos resgatar tudo isso. Imediatamente, sem um segundo de espera para que todos possamos ser felizes.
Estamos na primavera, flores e plantas coloridas, a sensação de um aroma conhecido que se espalha e nos conduz para essa natureza multicor. Tenho confiança que nosso sonho se foi, mas ficou a certeza da beleza, da esperança e dos sentimentos, aqueles que vemos com olhos da realidade encantadora e plena.
Estranho como apesar da ausência de certas convicções somos capazes de buscar nessa estação delirante de outubro a doçura de momentos que se aproximam.. O céu muito azul, nuvens esparsas e brancas, crianças espalhadas pelos parques, bebês nos carrinhos, sorrisos quentes pela madrugada, a alma que vigiava alerta o amanhecer fogoso para curtirem o dia que se estenderia doce e sedutor.
Nesse momento ali está o que sempre admiramos: O céu parecendo se encontrar no horizonte com a luz amarela e laranja em reflexos que nos fazem ter vontade de sentir entre os dedos essa mágica da natureza.

Desejamos sentir no rosto e no corpo esse sol de primavera, deitar-nos ali, fechar os olhos admirando as flores nascendo viçosas e perfumadas e então ansiar que todos possam usufruir esse momento mágico, sem lembranças nem expectativas, sonhos esquecidos ou tristezas. Por um segundo apenas.
O meu sonho se foi, mas ficou a primavera. Agora sou eu que não quero sonhar, mas viver. E usufruir o hoje e agora pelo menos nessa estação florida que acabou de chegar, desejo dar-lhe as boas vindas, saudá-la como sempre fiz e pedir que possa levar seu perfume a todos. Agora, nesse momento de harmonia onde o arco-íris imprime alegria e deixa nos brilhos dos olhos a marca de sua profundidade, não desejo sonhar, mas viver. Não desejamos apenas sonhar, mas viver...
E então amanhã será um novo dia, mais consciente e lúcido, tranqüilo e ameno baseado em verdades nada contraditórias, mas coerentes e poderemos sentir que o sonho apenas passou por nós, tocou-nos de leve e foi embora deixando por enquanto a primavera e depois a felicidade. O sonho apenas passou por nós..
A primavera nos traz lembranças, porém acima de tudo nos impulsiona para o amanhã como sempre aconteceu e o tempo nos ensina cada vez mais o segredo do “saber viver” com valores diversos, baseados na reflexão e nas experiências que o caminho ensina e traduz. O sonho apenas tocou em nós.
O Portal Vânia Diniz, seu editor e colunistas se erguem nessa primavera de outubro desejando e exigindo a luta constante por “um mundo melhor”

Vânia Moreira Diniz




quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Algumas Palavras por Vânia Moreira Diniz



Com saudades de escrever no Portal Vânia Diniz, afastada um período pela preparação do Evento da ALB-DF e também por tristezas pessoais, resolvi escrever um breve editorial. Desejamos que nossas palavras surtam algum efeito sobre nossos lei...tores, não importa o número e que possamos continuar nosso trabalho progressivamente. 

Será bem melhor do que correr desbragadamente em busca de vaidades concretizadas ou apenas satisfação de nossos egos. Se assim fosse eu estaria traindo meu sonho maior que será sempre da união entre as pessoas e de prática do amor universal. Claro que a divulgação do que fazemos é importante na medida em que mais pessoas poderão se unir a nós. Mas não é o primordial.

Convençamos em primeiro lugar aqueles que já estão aqui e cujas mãos estão unidas às nossas e eles tenho certeza se encarregarão de passar a outros corações o nosso projeto. Olhemos na mesma direção como disse Leon Blois, que embora tenha sido um escritor francês infelizmente desconhecido influenciou aqueles que se aproximaram dele. Como ele disse “ O princípio da sabedoria é a simplicidade da intenção” .

E o que há de mais básico do que termos consciência de que somos todos nascidos para a felicidade e as diferenças não nos separam, pelo contrário nos unem ainda mais pelos princípios inerentes a cada ser humano e que poderá certamente ser um ensinamento mútuo?

As diferenças atraem na medida em que podemos aprender mais profundamente e ser a forma de nos compreendermos integralmente.É isso que procuramos . Usar a literatura também como instrumento de inclusão. Há princípio mais simples do que esse?

A literatura encheu minha vida de alegria e realização desde que eu tinha seis anos e sei que será assim até o último dia de minha vida.

Amo, brinco, danço, converso com o mar, a lua , as estrelas, aprecio as coisas belas que a vida me oferece e ao mesmo tempo procuro força em nossos sonhos mais fascinantes e sei que ela sempre será minha inspiração.

Obrigada por me lerem e estarem comigo nesse momento e há quinze anos desde que comecei a passar para a internet o que havia feito com o auxílio de uma caneta. A tecnologia só tornou nossos sonhos mais céleres e organizados.

Vamos olhar na mesma direção?
Vânia Moreira Diniz

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Escritor, Esse é o seu dia- 25 de Julho por Vânia Moreira Diniz




Amanheci com uma sensação de carinho, lembrando-me dos dias remotos em que sentada à mesa de meu avô admirava sua atividade desejando seguir seus passos de escritor,  obcecada pela ternura como segurava uma caneta esparzindo imaginação liderada pela alma, e derramando-a em verdades ou conclusões.

Nenhum dia melhor para estar aqui escrevendo para o nosso Portal do que aquele próximo ao Dia do escritor, onde muitos deles aqui estão ao nosso lado, colaborando e trazendo apoio e carinho.

A minha homenagem é de amor por essa data em que nos sentimos prestigiados com o coração realmente emocionado, e acreditando nos sonhos que pairam em nossas almas, com essa busca de realização pelo menos parcialmente concretizada mesmo que não seja para o mundo inteiro, mas para  nós mesmos.

O escritor é capaz de conscientemente sentir que está usando sua arte principalmente quando transmite à humanidade as palavras como um estandarte de luta, seja qual for a reação dos que nos lêem. E a usamos para liderar os movimentos os mais justos e  deixar pelo menos uma semente vigorosa, que florescerá exuberante.

De rir ou chorar, ter esperanças ou descrever seu desespero, caminhar por estradas diversas sempre confiando no dom de sua palavra profícua mesmo que ignorada em certos momentos.


Estamos em guerra,  guerra não é apenas destruição oficial de  cidades, que machucam covardemente pessoas humanas, dilaceram criancinhas proporcionando a amargura e a dor em cada rosto descrente da vida.

Guerra também é isso que está acontecendo na humanidade, no Brasil, a indiferença marcando as atitudes de pessoas humanas assistindo em expectativa  silenciosa, a destruição, a barbárie, pessoas lutando contra indefesos, matando pelas costas, incendiando ônibus, optando pela destruição, pelo pânico esquecendo que ali estão seus pares humanos e cruelmente continuando o extermínio e a maldade indefinidamente fascinados pela própria crueldade.

E nós outros que olhamos sem ver, completamente anestesiados, num marasmo intensificado pela incompreensão do que se passa a nossa volta.

Aqui está nosso papel, os escritores emitindo o grito de revolta quando a  destruição e a luta por uma pseudo-causa é o  pretexto cruel que se impõe. 

Estamos aqui, escritores levando a palavra, sentindo na alma os sentimentos que geram e transmitindo aos que o lêem sufocado pelas dores ou fascinado por acontecimentos que são caros e nobres, vibrando por vitórias honrosas ou revoltadas por fatos incoerentes e injustos.

Escrevemos e lemos talvez com a mesma fascinação completamente envolvidos e entorpecidos pelo amor às letras, desejando que nossa palavra chegue voando por espaços diversos com intensidade e amor, sentindo os eflúvios de nossas próprias sensações, amando a literatura com um fascínio quase inconsciente.

Desejo agradecer aos nossos colaboradores que prestigiam o Portal Vânia Diniz e o Espaço ecos  e reiterar a admiração pelo seu trabalho laborioso, persistente e talentoso.

Desejamos também recordar o dia em que inauguramos o Portal com esperança, entusiasmo, alento e alegria infinda esperando levar a palavra até os confins do mundo e divulgar com ternura os escritores que amam a palavra escrita e torcem, vibram e continuam a cada dia o aperfeiçoamento  de sua transmissão. Esperamos que nossos ideais expressos em palavras possam se concretizar mesmo que lentamente e ser estendidos pelas gerações que nos sucederão com o mesmo amor.

A aprendizagem é justamente isso: O acúmulo de conhecimento passado de geração para geração por intermédio desse instrumento tão eficiente que á a palavra escrita. Por isso enfatizo o valor e o reconhecimento  que se deva dar ao escritor. É essa nossa missão de escritores e a palavra  será sempre o grande elo que unirá escritores a leitores, ambos pressurosos de lutar por uma humanidade mais humana e menos perversa em todos os sentidos.

Impõe-se uma conclusão: Não fosse o escritor e essa capacidade especial da palavra escrita  que se eterniza, não fosse o primeiro escrito e o primeiro escritor a humanidade estaria muito atrás, sabe Deus onde.

Não fosse essa transmissão maravilhosa e a sedução que se estabelece não estaríamos aqui, lutando por uma globalização justa, com a tecnologia maravilhosa unindo em um minuto os mais distantes lugares  e a informação necessária e deslumbrante capaz  de ultrapassar os mais difíceis obstáculos.

Conseguimos unir os povos na palavra, falta-nos apenas convencê-los que o amor universal é o sentimento mais profícuo que possa existir onde sempre estará  marcada a paz e a compreensão. A palavra escrita que nós veneramos é a responsável pela evolução do mundo e por isso a comemoramos hoje.

Obrigada pelo carinho e parabéns por esse dia especial, o seu, o nosso dia que comemoramos com a alma suspensa e a palavra pululando de ansiedade e certezas.
Vânia Moreira Diniz
25-07-2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Kiara- para minha segunda bisneta



No entardecer da minha existência tu vieste,
tão linda e meiga a olhar o mundo ao teu redor
procurando na limpidez do horizonte uma resposta,
e encontrando nos braços de tua mãezinha a confiança

Olhei-te aquecida pela vida que chegava tão promissora
Compreendendo aquele momento mágico e feliz,
e caminhando ao teu encontro perseverante  e encantada
adivinhando em teu rosto suave a esperança e alegria.

Dias lindos promissores entrelaçarão teu caminho, Kiara
e ao longo do tempo saberás  compreender intensamente,
o que significou na essência esse encontro paradisíaco,
a falar de infindos contrastes do tempo diverso.

Saberás a diferença dos anos, a igualdade intensa do amor,
que chegaram pressurosos antes mesmo de teu nascimento,
e descobrirás segredos maviosos que eu não pude dizer,
e ficarão para sempre envolvendo teu coração de amor.
Vânia Moreira Diniz
2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Mundo Que Renasce



Kiara
Pietra e Kiara


Desde novembro luto para ultrapassar um sofrimento imenso, com a doença do meu irmão, que me consome todas as vezes que o vejo sofrendo e tenho consciência do  ritmo de nossas vidas. Fico deprimida , embora tente lutar contra essa impressão de fraqueza e inconstância.


No entanto, dia 28 de março tive a alegria imensa de receber minha segunda bisnetinha Kiara nesse mundo e abrir meus braços para esse ser pequenino e lindo, que começa sua vida e que será a continuação dessa família, que construí com muito amor.
E como sempre me perdi em reflexões sobre o mistério do nascimento, algo que sempre me impressionou profundamente. Isso porque nessa hora o bebê está no limiar da vida, não sabendo o que é esse oxigênio que deve lhe dar a sensação do primeiro e inexplicável sofrimento.
Depois disso vem a calma , a percepção indefinida, que está em braços protetores , mas depende da mãe intrinsecamente tal como aconteceu no útero materno quando se desenvolvia lentamente para o nascimento.
Pareceu-me também que ligada àquela criança linda e amada eu estava no lado oposto de sua posição, em termos de vida e experiência. E as lágrimas corriam com essa emoção. Meu marido e eu nos abraçamos chorando justamente porque ali era o ápice de tudo que já plantamos nessa terra abençoada.
É impossível descrever o amor que se desprende de nossas almas tal a intensidade de sua manifestação e frequência com que pensamos no instante mágico de um passado que foi vivido e que nos parece estranhamente distante e ao mesmo tempo tão perto que é quase possível tocarmos nas pessoas que já se foram e se apresentam nítidas na memória como se tivéssemos usufruindo tudo isso agora.
Enquanto escrevia este texto emocionado meu marido me chamou para apreciar o que enxergamos constantemente, mas não sabemos “vivê-lo”: O sol que de leve transmitia seus raios com a fina chuva que caía, lindo quadro verdadeiro e que um dia a pequena Kiara irá observar com alegria e acreditando na força inquestionável de um Criador.
O mundo está entregue verdadeiramente ás minhas bisnetinhas que se encarregarão, tenho certeza de colher frutos saudáveis para suas estadias nesse planeta em que temos o privilégio de viver e com isso talvez possam curtir uma terra melhor, menos agressiva, mais solidária e muito menos egoísta.
É isso que espero, minha menina, que nasceu há uma semana e já fixa os olhos ao redor como se sentisse verdadeiramente acolhida nessa fase primeira de sua existência. Que Deus a proteja!

Vânia Moreira Diniz

terça-feira, 26 de março de 2013

Jesus, Deus ou Filósofo?


Jesus , Deus ou filósofo?



Imagino que Jesus além de seus dotes de beleza , perspicácia e uma intuição gerada pela inteligência incrivelmente privilegiada tenha sido o maior e verdadeiro filósofo da humanidade.


Mestre ele era pelo seu extraordinário poder de conduzir com evidente carisma os homens comuns, um líder em toda a expressão da palavra.


Parapsicólogo mais por intuição do que por qualquer pesquisa ou estudo, Jesus Cristo pode até ter sido o filho de Deus, mas antes de qualquer coisa, ele era o filósofo que impressionou e subjugou positiva e psicologicamente o mundo inteiro.


Injustiçado, incompreendido, traído em todos os aspectos foi também a vítima. E essa figura além de ser real torna-se motivo de devoção e fanatismo. Não que seja um fanatismo comum, desses que existem pelos artistas e pessoas que conseguiram celebridade, enquanto atuam ou estão relativamente presentes.


Muito mais do que esse poder transitório o Mestre foi a figura mais incomum já nascida em qualquer tempo.


Amor ele sabia proclamar pelo vulto impressionante, os olhos cuja expressão absorvente impressionava as pessoas em geral, a maneira singular de conduzir-se e os atos afoitos.


Com a mulher adúltera ou Maria Madalena ele sensibilizou pelo espírito de justiça inerente em suas ações e que suscita, sem dúvida alguma uma reação amistosa .


Ressuscitando os mortos, erguendo os injustiçados, gritando com os desrespeitadores do templo ou arremessando sua fúria contra os fariseus, Jesus era sempre a figura benéfica, amiga, justiceira que o mundo espera ver e aplaudir.


Filho de um carpinteiro, simples e comum e de uma mulher devota , nascido numa choupana de palha sem condições de quase sobrevivência o filho de Deus encontrou em sua história emocionante adeptos e seguidores.


Além disso, intrépido desde criança muitas vezes rude quando era necessário, piedoso e extremamente magnânimo com os pobres e não privilegiados o mestre encantava e ao mesmo tempo causava temor como qualquer gênio poderoso e literalmente extraordinário . Mas foi seu julgamento impiedoso, seu sofrimento lamentável, o caminho de martírio dramático e desumano que o tornaram o maior homem da humanidade, mesmo que não fosse Deus.


A doçura que ostenta nos momentos de maior aflição, seu perdão quando já quase morria , a meiguice no instante que só caberia revolta e dor, o amor pelos ladrões que a seu lado blasfemavam,o sentimento de compreensão enquanto via sua mãe e parentes sofrerem nos levam ao sentimento de respeito , ternura, e enorme admiração por esse homem extraordinário.


Quando foi negado três vezes por quem lhe jurara fidelidade como Pedro, tornando-o depois o chefe da Igreja ou seja seu substituto oficial; o perdão ao próprio Judas, e tudo que cercou seus trinta e três anos de vida fazem de Jesus o maior mártir que a humanidade conheceu.


Deus , carismático ou ambos ele foi, insisto em dizer principalmente além do mártir o maior filósofo que a humanidade conheceu, conhece e conhecerá em todos os tempos

Vânia Moreira Diniz.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O nosso controvertido e brilhante Cazuza





Cazuza encerra o símbolo de muitos jovens da década de 80. Claro que nele havia a inspiração profunda de uma geração ansiosa até hoje numa procura incessante. Sua insatisfação estava em sempre querer mais buscando na própria inspiração lenitivo que nunca viria porque sua criatividade aumentava extraordinariamente.

         Lutou incessantemente para mostrar o que ia dentro de sua alma e o primeiro disco que lançou foi reconhecido: Entre as músicas  “Tudo que houver nessa vida”, agradou muitíssimo a toda a classe artística. Nesse momento não era apenas o cantor, mas um poeta  mostrando as suas potencialidades, abrindo o caminho e demonstrando um valor que ele desbravara pelos caminhos.

Não foi tão fácil assim o início de sua estrada, mas o talento estava ali, faltando apenas que se mostrasse em sua plenitude. Seu segundo disco, embora bastante vendido não fez tanto sucesso como o primeiro. Mas o repertório bem escolhido manteve o entusiasmo do público

Foi quando iniciou sua carreira solo que se mostrou mais vibrante e que o verdadeiro sucesso começa a chamar a atenção do mundo artístico. Ao lado do início de sua apoteose, ele se certifica que estava com o tenebroso vírus da Aids e faz exames para confirmar o que  já pressentia. Um longo caminho de sofrimentos e glórias.

E então quando obtém essa confirmação, anuncia claramente numa revista que está com a doença que principalmente naquela época era fatal, sofrida, discriminada e dolorosa.

 No momento quero falar um pouquinho desse artista extraordinário que não arrefeceu com a certeza da doença fatal e continuou, aí compulsivamente a criar com mais garra algo que parecia extravasar de sua alma saindo por todos os poros como se não pudesse mais parar. Era uma figura controvertida, justamente pelo excesso de talento que não podia conter naquele final de sua curta vida.

Seu disco “ideologia” em que se solta  e admite a morte e seus caminhos e fala de problemas sociais vibra ainda mais sua carreira e enquanto subia em glória artística e demonstrava seu genial valor, sua saúde decrescia, com melhoras oriundas até mesmo do fim que estava chegando. Recebe o prêmio Sharp como melhor cantor de pop-rock.

A aparição de Cazuza em público no final de sua vida fazia o povo delirar e em um show na rede Globo cantando uma música de sua autoria, já muito mal e em cadeiras de rodas levou todo o Brasil às lágrimas.

Morreu aos 32 anos depois de uma vida breve, mas incessante, intensa, produtiva, sofrida e fulgurosa, expandindo controvertidamente lirismo, amor, protesto,verdade, talento fascinantemente questionado e valor incontestável. Mais do que se tivesse vivido 80 anos e deixando o seu trabalho e composições, sua idéias e anseios que nunca realmente morrerão.
Vânia Moreira Diniz

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher fascinante e feminina


Dia Internacional da Mulher

 Vânia Moreira Diniz

O dia Internacional da mulher está se aproximando com muita vibração, uma data que enobrece o ser humano, não só a nós mulheres como aos homens. E isso porque nos lembra que ninguém poderia jamais permanecer aceitando um tipo de comportamento que lembraria sempre em seus mínimos aspectos, exclusão, preconceito e maldade.

      A mulher foi à luta e o homem teve que admitir pelo menos os mais elucidados, que uma parceira não é simplesmente uma pessoa que o acompanha, mas alguém com potencialidades imensas e de quem o mundo estava carente.

        Embora tenha nascido numa família que sempre enalteceu o papel feminino com pai e avô admirando e respeitando as mulheres da família e todas em geral, tive oportunidade ainda pequena  de presenciar uma cena dolorosa. Um parente afastado, cujo impulso me decepcionou dolorosamente pela demonstração de agressividade, insensibilidade e truculência que deixou marcas profundas e compreensíveis em minha alma.

       Poderia ter sido um ponto negativo em minha vida, mas ao contrário deu-me mais vontade de lutar contra qualquer espécie de discriminação e permanecer mais doce e sensível, na certeza de que só com bondade e compreensão venceríamos  as verdadeiras batalhas.
    
        Poderia ter transbordado meu coração em dúvidas e incertezas, todavia  uma força estranha e poderosa  levou-me a amar vigorosamente as pessoas e realizar algo que fosse como um antídoto   em determinadas situações  transmitindo e recebendo carinho e ternura na grande maioria de meu entendimento com irmãos de caminhada.

         A batalha dos direitos das mulheres continua sempre, embora vez por outra percebamos uma sutil ironia masculina na comemoração de tão gigantesca data. Mas esses são uma minoria e por isso mesmo não nos preocupa.

O Dia Internacional das Mulheres nasceu não para desafiar, muito pelo contrário, veio para que lembrássemos sempre de uma vitória que favoreceu a humanidade em geral. É claro que temos ainda muita luta pela frente, e a certeza que devemos ficar sempre alertas e conscientes. Não conseguimos tudo ainda. Em muitas oportunidades vemos tristemente que a mulher em muitos aspectos sofre preconceitos incompreensíveis e por isso continuamos determinadas e, acreditando sempre nesse futuro promissor, em cada dia de nossas vidas. E já vencemos a maior parte. Agora é só prosseguir com ética e sem fanatismos incongruentes.

           A luta está praticamente vencedora porém devemos lembrar-nos que nada é mais importante  além da libertação e independência conquistadas do que as características oriundas de nosso sexo. Ou seja, a feminilidade deve ser a principal arma com a qual nos defenderemos intrínseca e verdadeiramente. Sem esse fascínio, sedução no sentido lato da palavra, de nada adiantará as vitórias conquistadas a duras e dolorosas batalhas porque se tornará impossível a concretização plena, mesclada de independência e feminilidade.

          Caminhemos sempre preocupadas com nossas vitórias no mundo, com firmeza e persistência o que, aliás, já é uma evidência, mas convictas que nada será harmonioso se não conservarmos a particularidade intrínseca que é a maior força da mulher: O encanto natural, espontâneo, doce, desejável, mas resistente à qualquer machismo incompreensível, atração verdadeira e maravilhosa, que vence obstáculos e ultrapassa empecilhos quase intransponíveis.

          E irmanada a todas as mulheres do mundo  confraternizo-me pelo  nosso dia que deve ser comemorado diariamente,  com a fibra, coragem e valor de cada uma em particular, mas lembrando que será mais eficiente  se estivermos unidas nos mesmos ideais.
Vânia Moreira Diniz
2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Maravilhosos Herois


                                                
Fui criada familiarizada com os médicos. Cresci no meio deles. Meus tios, meu avô paterno o eram e aprendi o toque mágico que significam suas mãos e a ciência que dominam.

Mas assim como a maioria deles é maravilhosa (diga-se de passagem), poderão também significar no sentido negativo (e são raros) a descrença na vida, o desespero e até a morte. E é por isso que o rigor deve ser levado a sério acerca de tão importantes e ilustres profissionais.

Vemos hoje especialmente médicos que indiferentes ao sofrimento dos outros, deveriam desertar de sua própria profissão. Não é só ter talento, estudar, fazer doutorado, defender teses, ser senhor absoluto em seu campo e serem chamados de Doutor.,Mas é tudo isso aliado à humanidade, à generosidade. Sem esses elementos não se conseguirá um médico no sentido amplo da palavra. 

Acho que são justamente Relações Humanas e amor, que as faculdades de medicina deveriam ensinar como matéria básica e tentando extrair os sentimentos intrínsecos que existem dentro de cada estudante.

Isso não é só importante nessa profissão, é claro, porém é justamente nela que se lida com o ser humano frágil, doente, necessitado, carente e muitas vezes desesperançado.

E hoje vemos com muito maior freqüência a frieza entre os seres humanos. Isso já é por si só algo que deveria ser pacientemente ensinado, desde a infância em colégios iniciando-se nos primeiros anos e não finalizando jamais.

Retornando ao assunto principal, os médicos são as pessoas que mais influenciam a vida de uma pessoa, ou seja, a população em geral. E eles sabem disso. Quando se formaram fizeram o juramento de Hipócrates e nele se incluem todos esses elementos. E tem a obrigação de cumpri-lo em toda a extensão da palavra.

Portanto aqui o protesto ao profissional da área de saúde que é capaz de usar frieza, inconstância, aparente indiferença no trato com seus clientes, principalmente com aqueles que carecem de assistência negadas pela própria vida.

Há muitos anos, os médicos de família iam à casa de seus clientes e isso era um conforto na hora de uma doença dolorosa. Lembro-me a triste circunstância de uma criança que eu vi sofrer desesperadamente com “nefrose”. Suas dores eram imensas, os pais tinham dinheiro e situação, nível social elevado e cultura invulgar. E mesmo assim o conforto de médicos dedicados os livrou do desespero total. A assistência especial e afetuosa dos profissionais não deixava que eles caíssem em depressão ou angústia profundas.

 
Sei que os médicos têm família e vida própria, mas já que escolheram a medicina são mais missionários do que outra coisa qualquer. Muitos realmente são. Mas e os poucos que não querem pensar que a vida deles é diferente?  Mas é. Mesmo que não queiram e neguem essa afirmativa. Tem que ser diferentes pela própria natureza do que fazem.

Para que a classe tão merecedora não seja desprestigiada quero lançar um protesto àqueles que ainda não compreenderam isso.Ainda que seja em tempos modernos, na atualidade difícil, na vida complicada de uma cidade conturbada, os médicos são pessoas peculiares cuja obrigação principal é senão tirar ou remover doenças (isso por vezes é impossível, humanamente falando), mas dar consolo e ter predominantemente o sentimento de ternura como base de sua estrutura. Competência e humanidade. Indicativos do profissional perfeito.

Não consigo entender esse profissional que não se comove com a aflição alheia, mesmo que esteja acostumado ao sofrimento.

Desejo, no entanto fazer uma homenagem à maioria dessa extraordinária categoria, os heróis verdadeiros (e eu conheço muitos) que mesmo á sombra realizam o maior trabalho que alguém pode executar. Quero agradecer em nome de uma população que se conforta ao encontrar no caminho de sua existência esses heróis, que batalharam durante toda uma vida conhecendo, pesquisando, estudando e carregam com essa bagagem o amor, a solidariedade, a compreensão e uma humanidade que só eles são capazes. Não obstante a luta, os dias cansativos e tensos, os clientes irritados, o sacrifício da família e dos amigos e de toda uma vida sacrificada. A despeito da ingratidão, das noites insones, do desconforto, das cenas dolorosas, das consternações abundantes. Apesar de tudo eles continuam fortes, magnânimos e imprescindíveis. Aos heróis o nosso agradecimento.
                                                                                           Vânia Moreira Diniz

            

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Editorial do Portal Vânia Diniz

 

 Editorial do Portal Vânia Diniz            

A Escuridão dos Que Enxergam
Vânia Moreira Diniz

Passamos esses meses entre tristezas e alegrias reconhecendo os bons momentos e lamentando saber de tanta brutalidade no mundo em guerras intermináveis e no egoísmo mórbido. Para isso os momentos das descobertas, dos gestos de ternura, das comemorações em que o “humano” se mostra e encanta, enternecem e alegram.

 A morte que não compreendemos e o nascimento em que o pequeno ser ingressa no mundo, reticente e indecifrável, chorando com a entrada desconhecida do oxigênio nos pulmões depois de nove meses no paraíso que o recebeu e foi abrigo para seu crescimento. Quando observamos uma criança que nasce pensamos qual será seu futuro tão desconhecido em que os instantes se sucederão num ritmo alucinante de contrastes.

Tudo isso me ocorreu ao escrever o editorial e relembrei tal como já descrevi os momentos em que resolvemos empreender esse caminho bem cercadas pelos colunistas que iam chegando e o entusiasmo que nos dominou.

Em nenhum momento pensamos em desânimo e é com o mesmo alento que editamos, procuramos acontecimentos novos, notícias literárias e publicamos as colunas dos vibrantes escritores que formam a equipe deste Portal.

Voamos então para paragens diversas e experimentamos a sensação das notícias esquecendo até que tudo na vida é inesperado. Nesse momento a nossa fé inabalável nos conduz por caminhos de sonhos em que o trabalho consegue compor o layout que tem encantado os nossos leitores. E o conteúdo se faz preciso e interessante.

Nada mais fascinante do que quando bem pequenos observamos o nada transformado em uma obra simbolizada nos sinais aprendidos que serão responsáveis por um mundo diferente de histórias, conhecimento e aprendizado.

Estou falando de nós, os privilegiados desse planeta  que tivemos oportunidade de ter acesso às informações as mais diversas principalmente com a evolução da humanidade e a supremacia da tecnologia.

Estou me referindo às pessoas que desde cedo conseguiram em suas vidas o toque inebriador do saber, a afinidade com a  literatura ou o convívio com pessoas experientes na presença mágica da poesia. E Admiraram o canto dos pássaros, a beleza da natureza penetrando a alma de outros seres no dialogar inspirador de troca de idéias ou repasse de verdades e informações.

Estou me referindo ao subjetivo presente e maravilhoso do “viver” intensamente.
O progresso evolui lembrando-nos as pessoas que não puderam ser tocadas por essa luz e vivem na escuridão do analfabetismo numa era em que a ciência está aqui tão perto de todos. Talvez essa seja a maior violência cometida contra o ser humano no século avançado em que vivemos, na era da globalização e no advento da tecnologia.

O Portal Vânia Diniz lutando para que a literatura seja a arma mais potente contra a marginalização, a brutalidade e a indiferença não pode deixar de concluir  que os maiores excluídos desse planeta são os que ainda não tiveram acesso às letras e uma escuridão tolda seus olhos perfeitos.

 São as vítimas do analfabetismo em primeiro lugar que precisamos incluir entre nós e cada um poderá dar um pouco de si, escolhendo a forma de ajudar e contribuir para que todas as pessoas sejam afastadas dessa cegueira perversa e incompreensível.

Excluídos são os que estão marginalizados por um sistema que não os deixam se aproximar da acessibilidade que têm direito para uma melhor qualidade de vida. Esse ingresso no planeta deveria ser gloriosa para todos que nascem um dia aspirando com dificuldade o ar do oxigênio, alimentados e desenvolvidos por um útero materno e que um dia experimentarão como todos a finitude do caminho. Para eles a nossa batalha, para que possam enxergar o que seus olhos esperam com ansiedade.

Lutando, concretizando o sonho do conhecimento para quantos existam no mundo, batalhando pela educação e ensino desde as crianças e resgatando a alfabetização para aqueles que não puderam alcançá-la, estaremos lutando pela inclusão dessas pessoas marginalizadas por uma sociedade apática e indiferente.   
Vânia Moreira Diniz

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Intensidade


          
Vivo momentos de estranha emoção,
E olhando para frente com intensidade,
Vejo toda a esperança na aspiração
De ideais cheios de terna grandiosidade.

Contemplo a vida e não consigo dominar,
A certeza de que ela se prolonga intensa,
E todo dia consigo com certeza admirar,
Cada coisa pequena de qualidade imensa.

Vejo o mistério que mostra eloquente,
A vida que surge, o amor que desperta,
E procuro corresponder veemente,
A deslumbramentos que aprecio alerta.

Sinto que por vezes enxergo miragem,
Que já faz parte do mundo em fantasia,
E segredo a cada grandiosa imagem,
Tudo aquilo que pensei que merecia.

Usufruir momentos de rica intensidade,
Saber o valor de cada precioso instante,
Dar crédito aos gestos de profundidade,
É para o coração um precioso calmante.

Quero valorizar a sensação da intensidade,
Procurar entender seus méritos e vibrar,
Conhecer todos os sentimentos de verdade
E me inclinar para eles sem querer parar.
                     Vânia Moreira Diniz
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