domingo, 8 de fevereiro de 2015

A Manhã me entendeu por vânia Moreira Diniz



A manhã me entendeu,

Veio escura me despertar,

Trazendo raios ocultos de esperança,

Pedindo-me que eu me levantasse,

Crendo como todos os dias,

Na vida ali fora a se desenrolar,

Dizendo-me dos dias que se sucedem,

Falando-me de seus contrastes,

Ensinando-me a crer nos dias mornos,

Implorando-me meu constante sorriso,

Nos momentos os mais diversos.


A manhã me entendeu,

fria e silenciosa me cercando,

Bafejando-me com seu hálito,

Relatando-me segredos,

Altiva e langorosa, ensinando-me,

O encanto das horas descrentes,

Fazendo-me aprender a suportar,

Dores e alegrias com igualdade,

Sendo a companhia mais perfeita,

Nos mistérios que se nos deparam,

Ao longo da caminhada.


A manhã me entendeu,

Meiga e doce a me esperar,

Sem impaciência ou aflições,

Desejando me restaurar,

Falando-me das horas exuberantes,

Do meu riso sem limites,

Das lágrimas incoerentes,

Dos sonhos tão intensos,

Aspiração e devaneios,

Pensamentos eloqüentes,

Entusiasmos desmedidos.


A manhã me entendeu,

Manta aquecida me estendeu,

Revelando a luz radiosa,

Mostrando-me o horizonte,

que eu tanto amava,

O amor que era profundo,

a paixão que me dominava,

Condensando-os num pacote,

Colorido e fascinante,

E depositando em meu coração,

A manhã me entendeu...
Vânia Moreira Diniz

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